Mundo
Kim Jong-un quer ‘fortaleza inexpugnável’ na fronteira sul
Líder norte-coreano anuncia planos para reforçar unidades na linha de frente contra o ‘arqui-inimigo’ e transformar suas Forças Armadas nas ‘mais poderosas do mundo’
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, anunciou neste domingo 17 planos para modernizar as Forças Armadas e reforçar as unidades posicionadas ao longo da fronteira com a Coreia do Sul, conforme divulgou nesta segunda-feira a agência estatal de notícias norte-coreana, a KCNA.
O líder anunciou diversos planos para reestruturar o quadro organizacional das Forças Armadas e fortalecer as unidades de linha de frente ao longo da fronteira sul, com o objetivo de transformar a região fronteiriça numa “fortaleza inexpugnável”.
Os anúncios foram feitos durante uma reunião realizada no domingo com comandantes de divisões e brigadas, segundo a KCNA, e ocorrem num momento de intensa atividade diplomática em torno da Península Coreana, na sequência da cúpula entre os Estados Unidos e a China em Pequim, na qual os líderes das duas potências discutiram a questão da Coreia do Norte e seu objetivo comum de desnuclearizá-la.
Kim enfatizou a necessidade de vigilância contra o “arqui-inimigo”, um termo que a Coreia do Norte utiliza para se referir à Coreia do Sul.
Permanecer em “alerta máximo”
Segundo a KCNA, Kim enfatizou a missão de transformar as Forças Armadas norte-coreanas nas “mais poderosas do mundo” e instou os comandantes a elevar seu nível de prontidão de combate e a “permanecer em alerta máximo”.
Além disso, propôs uma reformulação do sistema de treinamento e a intensificação da instrução prática para alinhá-la às realidades da guerra moderna, bem como a adoção de medidas para “modernizar o Exército”.
Pyongyang continua a rejeitar o diálogo com Seul e condiciona qualquer reaproximação com Washington à retirada da questão nuclear da mesa de negociações.
Em tese, Coreia do Norte e Coreia do Sul ainda estão em guerra, já que a Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, terminou com um armistício, em vez de um acordo de paz.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



