Esporte

Justiça paraguaia liberta Ronaldinho após mais de 5 meses de prisão

Ex-jogador e seu irmão foram acusados de usar passaportes paraguaios com conteúdo falso

Justiça paraguaia liberta Ronaldinho após mais de 5 meses de prisão
Justiça paraguaia liberta Ronaldinho após mais de 5 meses de prisão
O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho. Foto: NORBERTO DUARTE/AFP
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O ex-craque Ronaldinho Gaúcho, de 40 anos, foi libertado por um juiz paraguaio depois de cumprir 171 dias de prisão domiciliar – 140 dos quais passados em um hotel de quatro estrelas no centro de Assunção. Seu irmão Roberto de Assis Moreira também ganhou liberdade. Os dois foram acusados de usar passaportes paraguaios com conteúdo falso quando entraram no país no dia 4 de março.

“A partir de agora, a medida cautelar de prisão está suspensa. [Ronaldinho] Não tem nenhuma restrição a não ser o cumprimento da reparação do dano social”, informou o juiz Gustavo Amarilla. Ele poderá viajar para qualquer país do mundo avisando previamente se mudará de endereço permanente pelo período de um ano.

Ronaldinho terá de pagar 90 mil dólares em dinheiro como reparação dos danos sociais causados por sua conduta. Para seu irmão, a multa é de 110 mil dólares.

Esse valor será descontado do 1,6 milhão de dólares que os irmãos pagaram de fiança para poder responder ao processo em prisão domiciliar em abril.

Flagrante

“Não é uma decisão definitiva. É a condenação para uma pessoa [Roberto de Assis Moreira] e suspensão do procedimento para o outro [Ronaldinho]. A própria defesa buscou essa saída judicial”, lembrou o juiz.

“Eles cometeram flagrância no uso de documento público de conteúdo falso”, reafirmou um dos promotores do caso, Marcelo Pecci, em declarações à imprensa, lembrando que  se trata de uma crime internacional “muito grave”.

O ex-jogador e seu irmão foram presos em 6 de março, dois dias depois de chegarem ao terminal aéreo de Assunção, onde exibiram às autoridades de imigração passaportes reais paraguaios com conteúdo falso.

Ronaldinho, campeão mundial com a seleção brasileira na Copa de 2002, foi beneficiado com a “suspensão condicional do processo”, já que a expectativa de pena não excede dois anos.

Por outro lado, o juiz condenou seu irmão Roberto a 2 anos de prisão com suspensão da pena, com a obrigação de comparecer a cada 4 meses perante o tribunal de sua residência, no Rio de Janeiro.

O juiz afirmou que Ronaldinho não terá antecedentes penais ao finalizar suas obrigações no lapso de um ano. O mesmo não vale para o irmão. “Roberto sabia que receberiam documentação paraguaia na chegada à Assunção” em 4 de março, disse Pecci.

Fontes da defesa admitiram que Ronaldinho e Roberto viajarão – em voo privado – o mais rápido possível para sua cidade de residência assim que obtiverem as autorizações correspondentes.

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