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Justiça francesa condena Nicolas Sarkozy a 5 anos de prisão por financiamento ilegal de campanha pela Líbia
O caso julgado aconteceu em 2007; dois auxiliares próximos do ex-líder francês também foram presos
O ex-presidente Nicolas Sarkozy foi condenado a 5 anos de prisão nesta quinta-feira 25 por formação de quadrilha no caso de financiamento ilegal da campanha de 2007 por Muammar Kadafi, mas foi absolvido da acusação de corrupção. Segundo o tribunal, em troca do apoio líbio, Sarkozy teria favorecido a reintegração da Líbia no cenário internacional e prometido absolver Abdallah Senoussi, cunhado de Kadafi, condenado à prisão perpétua pelo atentado ao voo DC-10 da UTA, que matou 170 pessoas em 1989.
Sarkozy manteve até o último momento sua alegação de inocência, afirmando que não há nenhuma prova contra ele, e deve recorrer da sentença. Essa era a investigação que poderia render a punição mais severa ao ex-chefe de Estado.
O ex-presidente, de 70 anos, já havia sido condenado definitivamente a um ano de prisão por corrupção e tráfico de influência no caso “das escutas” no ano passado, quando teve que usar uma tornozeleira eletrônica, de janeiro a maio, algo inédito para um ex-chefe de Estado na França, antes de entrar com um recurso junto à Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH).
Sarkozy foi considerado culpado nesta quinta-feira por formação de quadrilha, mas absolvido da acusação de corrupção no caso que investiga suspeitas de financiamento líbio à sua campanha presidencial de 2007, feito pelo então líder da Líbia, Muammar Kadafi. A juíza Nathalie Gavarino afirmou que Sarkozy é culpado por ter “permitido que seus colaboradores agissem para obter apoio financeiro” do regime líbio.
Dois ex-colaboradores próximos de Sarkozy, Claude Guéant e Brice Hortefeux, também foram condenados. Guéant foi considerado culpado por corrupção passiva e falsificação de documentos, enquanto Hortefeux foi condenado por formação de quadrilha.
Em abril deste ano, após três meses de audiências, o Ministério Público da França havia solicitado sete anos de prisão em regime fechado e multa de 300 mil euros contra Sarkozy — a pena mais dura solicitada pelos procuradores especializados em crimes financeiros. Para os outros 11 réus, foram requeridas penas de um a seis anos de prisão.
Relembre o caso
Sarkozy é acusado, quando era ministro do Interior, de ter firmado um “pacto de corrupção” com o ditador líbio Muammar Kadafi, no final de 2005. O acordo teria sido feito com a ajuda de pessoas muito próximas a ele, como seu chefe de gabinete Claude Guéant e Brice Hortefeux, para que o líder líbio “apoiasse” financeiramente sua ascensão à presidência da França.
As acusações contra Sarkozy são de corrupção, ocultação de desvio de fundos públicos, financiamento ilegal de campanha e conspiração criminosa. Ele pode pegar 10 anos de prisão e uma multa de 375 mil euros (cerca de 2,4 milhões de reais), além de privação dos direitos civis (e, portanto, inelegibilidade) por até três anos.
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