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Justiça da Espanha pede a prisão do filho do presidente da Guiné Equatorial por suposto sequestro de opositores

A suspeita é que Carmelo Obiang e os outros dois líderes estiveram envolvidos no sequestro e na tortura de quatro pessoas

O presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang (centro), em 17 de fevereiro de 2024. Foto: Michele Spatari/AFP
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A Justiça da Espanha anunciou, nesta sexta-feira 23, ter emitido um mandado de prisão contra um dos filhos do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, e dois outros funcionários do pequeno país africano, por seu possível envolvimento no sequestro e na tortura de opositores.

Os mandados de detenção “europeus e internacionais” são contra Carmelo Ovono Obiang, filho do presidente, e contra Nicolás Obama Nchama e Isaac Nguema Ondo, segundo a Audiência Nacional, um tribunal superior espanhol encarregado de casos particularmente delicados.

As ordens foram emitidas pelo juiz Francisco de Jorge, que assumiu a investigação até agora liderada por Santiago Pedraz, afirmou a Audiência Nacional em comunicado. Pedraz foi contra as ordens de prisão.

Com sua decisão, Francisco de Jorge “cumpre o que foi ordenado ontem pela Câmara Criminal” da Audiência Nacional, que deu sinal verde à denúncia de uma organização da oposição, afirmou o tribunal.

A organização, o Movimento de Libertação da Guiné Equatorial-Terceira República (MLGE3R), é um grupo de oposição no exílio que opera a partir da Espanha e ao qual pertenciam dois dos opositores sequestrados.

A Justiça espanhola suspeita que Carmelo Ovono Obiang e os outros dois líderes, apresentados como próximos do presidente Obiang, estiveram envolvidos, no total, no sequestro e na tortura de quatro opositores.

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