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Justiça da Colômbia ordena que candidato de extrema-direita peça desculpas por comentários sexistas

O advogado milionário ficou em primeiro lugar no primeiro turno presidencial no domingo

Justiça da Colômbia ordena que candidato de extrema-direita peça desculpas por comentários sexistas
Justiça da Colômbia ordena que candidato de extrema-direita peça desculpas por comentários sexistas
O candidato presidencial colombiano Abelardo de la Espriella, do movimento político Defensores de la Patria, fala durante uma entrevista à AFP em Bogotá, em 11 de fevereiro de 2026. Foto: Luis ACOSTA/AFP
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A Justiça da Colômbia determinou nesta terça-feira 2 que o candidato presidencial de extrema direita Abelardo de la Espriella peça desculpas públicas por declarações sexistas feitas durante uma entrevista e por pressionar uma jornalista a comentar sobre seus órgãos genitais.

Falastrão e, por vezes, desinibido, o advogado milionário ficou em primeiro lugar no primeiro turno presidencial no domingo, mas sem apoio suficiente para evitar um segundo turno em 21 de junho contra o senador de esquerda Iván Cepeda.

Uma juíza de Bogotá deu a De la Espriella um prazo de 48 horas para se retratar e pedir desculpas pelos comentários feitos durante o programa de rádio Piso 8, em 12 de maio, que constituem “uma forma de violência” e reproduzem “estereótipos históricos discriminatórios contra as mulheres”.

Em uma entrevista registrada em vídeo e que se tornou viral nas redes sociais, o candidato “exibiu em seu telefone celular uma fotografia íntima e afirmou ter obtido apoio do ‘eleitorado feminino’ a partir dessa imagem”, indica a decisão judicial em resposta a uma ação movida por uma cidadã.

Em seguida, ele “insistiu para que uma jornalista presente observasse a fotografia e comentasse sobre ela, mediante frases como: ‘aproxime e me diga o que você vê aí’ e ‘não seja tímida'”, em um contexto de “insinuação sexual explícita”, acrescenta a decisão.

O candidato vem recebendo uma enxurrada de críticas por seus frequentes comentários sexistas e homofóbicos.

“Não foi um simples comentário infeliz. Foi uma total falta de respeito comigo e com o meu trabalho. Senti-me violada, assediada e enojada”, escreveu no X a jornalista envolvida.

O candidato respondeu à publicação e pediu desculpas, alegando que “tudo ocorreu em um contexto humorístico”.

Mas o tribunal rejeitou essas justificativas e afirmou que o “problema constitucional não reside na utilização de uma linguagem coloquial”, mas na mensagem transmitida ao sugerir que as mulheres “podem ser influenciadas politicamente” por critérios de atração sexual.

De la Espriella promove um projeto político que defende a família tradicional. Suas propostas de linha dura se aproximam das dos presidentes de El Salvador, Nayib Bukele, e da Argentina, Javier Milei.

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