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Juiz dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar executivo
O suspeito ainda enfrenta acusações federais de perseguição e acusações estaduais de homicídio, que podem resultar em prisão perpétua
Um juiz federal bloqueou, nesta sexta-feira 30, a possibilidade de os promotores solicitarem a pena de morte para Luigi Mangione, acusado de matar a tiros o CEO de uma empresa de seguros de saúde em 2024.
A vítima, Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, foi morta a tiros em uma rua de Manhattan em 4 de dezembro daquele ano, ao sair de seu hotel.
A juíza Margaret Garnett rejeitou duas acusações federais — homicídio e porte de arma com silenciador — que poderiam ter resultado na pena de morte para Mangione.
Essa opção “visa unicamente descartar a pena de morte como uma punição que o júri possa considerar”, explicou a juíza em sua decisão.
O suspeito, de 27 anos, ainda enfrenta acusações federais de perseguição e acusações estaduais de homicídio, que podem resultar em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
A seleção do júri para o julgamento federal começa em 8 de setembro, e as alegações finais, em 13 de outubro.
A data do julgamento de Mangione no caso estadual ainda não foi definida.
Em ambos os casos, ele se declarou inocente das acusações.
Ele é acusado de atirar a sangue frio em Thompson, de 50 anos, e depois fugir. Foi capturado cinco dias depois em um restaurante de fast-food na Pensilvânia, a cerca de 370 quilômetros do local do crime.
Mangione, filho de uma família com condições financeiras de Baltimore, Maryland, tornou-se para alguns um símbolo da indignação dos americanos contra as seguradoras de saúde, acusadas de priorizar o lucro em detrimento de seus serviços.
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