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Jovem morre durante manifestação contra o serviço militar obrigatório em Israel

Os ultraortodoxos representam 14% da população judaica do país e contam com uma reserva de 66.000 homens em idade militar

Jovem morre durante manifestação contra o serviço militar obrigatório em Israel
Jovem morre durante manifestação contra o serviço militar obrigatório em Israel
Manifestação de judeus ultraortodoxos contra o serviço militar obrigatório, em Jerusalém, em 6 de janeiro de 2026. Foto: Ilia YEFIMOVICH/AFP
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Um jovem de 18 anos morreu e outras três pessoas ficaram feridas nesta terça-feira 6 em Jerusalém, durante uma manifestação de judeus ultraortodoxos contra o serviço militar obrigatório, anunciou o Magen David Adom (MDA), equivalente israelense da Cruz Vermelha.

Um ônibus atropelou e feriu três pedestres, antes de atingir o jovem, que ficou preso sob o veículo e morreu no local, informou o MDA. Fontes da polícia citadas pela imprensa israelense descartaram a hipótese de ataque terrorista.

Não se sabe se o jovem estava entre os manifestantes. O incidente ocorreu enquanto milhares de ultraortodoxos protestavam contra uma lei sobre o seu alistamento militar, um tema polêmico em Israel.

Os ultraortodoxos representam 14% da população judaica de Israel e contam com uma reserva de 66.000 homens em idade militar. Os haredim se beneficiam há décadas de uma medida que os isenta do serviço militar obrigatório.

“Esta noite dolorosa deve nos servir de alerta”, publicou nas redes sociais o presidente israelense, Isaac Herzog.

A manifestação se tornou violenta “quando um pequeno grupo de manifestantes começou a bloquear ruas, destruir ônibus, queimar latas de lixo, atirar objetos e ovos contra policiais e agredir jornalistas”, informou a polícia de Israel. O motorista do ônibus disse que o veículo foi atacado por manifestantes e descreveu o ocorrido como “um incidente lamentável”.

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