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Itália extradita ex-militar uruguaio por torturar e matar ativista na ditadura

Hermes Mario Tarigo Giordano era alvo de um mandado de prisão internacional desde 2019

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Foto: Reprodução
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Hermes Mario Tarigo Giordano, alvo desde 2019 de um mandado de prisão internacional, foi entregue à polícia uruguaia na quarta-feira 5 no aeroporto Fiumicino, em Roma.

Ele foi identificado e preso em Capaccio Paestum, na região de Salerno, perto de Nápoles, em circunstâncias ainda não especificadas.

Foragido desde 2011, o ex-militar de 82 anos é acusado pela justiça uruguaia de ter causado a morte de Alter Gerardo Moises, militante do Partido Revolucionário dos Trabalhadores e do Movimento de Libertação Nacional, grupo armado de esquerda radical conhecido como “Tupamaros”.

Em agosto de 1973, dois meses após o golpe militar no Uruguai, Moises foi preso pelo Exército com outros dois militantes do MLN e transferido para o quartel-general do 1º Batalhão de Infantaria da Flórida, onde morreu sob tortura aos 27 anos.

Segundo sites de associações uruguaias que rastreiam integrantes da ditadura, Hermes Mario Tarigo Giordano era capitão à época, mas encerrou a carreira no posto de coronel.

Em 2011, o Parlamento uruguaio aprovou uma lei declarando imprescritíveis os crimes cometidos durante a ditadura, que vigorou de 1973 a 1985.

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