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Israel mantém a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza

O enclave palestino segue cercado por militares mesmo com a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo na região

Israel mantém a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza
Israel mantém a proibição de entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza
A Faixa de Gaza em 3 de janeiro de 2026. Foto: Omar AL-QATTAA / AFP
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Israel considera que o cessar-fogo na Faixa de Gaza não justifica autorizar a entrada de jornalistas estrangeiros no território palestino, segundo um documento do governo enviado ao Supremo Tribunal, que decidirá posteriormente sobre a questão.

“Apesar de uma mudança na situação fática no terreno, a entrada de jornalistas (tanto estrangeiros como não estrangeiros) na Faixa de Gaza sem escolta (…) não deve ser autorizada”, afirma o procurador, que representa o governo, no documento encaminhado ao tribunal e obtido pela AFP.

“Isto se deve a motivos de segurança, segundo a posição das autoridades militares, que consideram que ainda existe risco para a segurança”, acrescenta, destacando “a persistência de ameaças e incidentes”.

A Associação da Imprensa Estrangeira em Jerusalém (FPA, na sigla em inglês), que representa os meios internacionais em Israel e nos Territórios Palestinos e conta com centenas de membros, solicitou em 2024 à Justiça israelense permitir acesso imediato a Gaza.

Após vários adiamentos processuais, o governo tinha até segunda-feira para responder formalmente a esse pedido.

Desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023, desencadeada pelo ataque do movimento islamista palestino Hamas em território israelense, as autoridades de Israel impediram que jornalistas estrangeiros entrassem de forma independente no território devastado.

Israel só autorizou alguns repórteres a acompanhar suas tropas no território palestino sob bloqueio israelense.

Em várias ocasiões desde o início do procedimento, a FPA denunciou as “táticas dilatórias” de Israel “para impedir a entrada de jornalistas” no território.

Segundo a associação, o governo impede que os jornalistas “cumpram seus deveres jornalísticos” e dificulta “o direito do público à informação”.

Apesar do acordo de cessar-fogo vigente desde 10 de outubro, há disparos diários na Faixa de Gaza. Um total de 420 palestinos morreram desde essa data, segundo o Ministério da Saúde do governo do Hamas.

O exército israelense informou que três soldados morreram. Um jornalista da AFP integra o conselho de administração da FPA.

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