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Israel libertará neste sábado o ativista brasileiro Thiago Ávila

O ativista brasileiro foi capturado em 30 de abril após a interceptação da embarcação Global Sumud, que tentava levar ajuda humanitária a Gaza

Israel libertará neste sábado o ativista brasileiro Thiago Ávila
Israel libertará neste sábado o ativista brasileiro Thiago Ávila
São Paulo (SP), 09/10/2025 - O ativista Thiago Ávila fala na chegada dos integrantes da delegação brasileira da Flotilha Global Sumud ao aeroporto internacional de Guarulhos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Israel libertará ainda neste sábado 9 dois ativistas, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, integrantes da última flotilha para Gaza, que depois serão entregues às autoridades migratórias para serem expulsos, informou a ONG Adalah, que os representa.

“A agência israelense de segurança interna, Shabak, informou à equipe jurídica da Adalah que os ativistas e dirigentes da flotilha Global Sumud (GSF), Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, serão libertados hoje”, sábado, indicou a ONG em um comunicado.

“Eles serão entregues mais tarde às autoridades migratórias israelenses e mantidos detidos à espera de sua expulsão”, acrescentou a organização.

Brasil e Espanha denunciaram energicamente suas respectivas detenções e pediram, junto à ONU, que fossem libertados.

A Adalah disse que continuará acompanhando de perto o caso para garantir “que as libertações ocorram”, seguidas da expulsão de Israel nos próximos dias.

Na terça-feira, um tribunal israelense havia prolongado até domingo a detenção de ambos, a fim de dar à polícia mais tempo para interrogá-los, segundo seus advogados.

Esses advogados recorreram da prorrogação, que foi rejeitada na quarta-feira por um tribunal.

As autoridades israelenses acusam os dois ativistas de vínculos com o movimento islamista palestino Hamas, algo que os interessados negam.

“Detidos ilegalmente por Israel há mais de uma semana”, eles foram “mantidos durante toda a detenção em isolamento total, em condições punitivas, apesar do caráter puramente civil de sua missão” na flotilha, lamentou a Adalah.

A ONG acrescentou que os dois realizaram uma greve de fome, que Abu Keshek “intensificou ao se recusar a beber água na noite de 5 de maio”.

As autoridades israelenses negaram as acusações de maus-tratos.

Ávila e Abu Keshek foram capturados em 30 de abril pelo exército israelense em frente à costa de Creta, junto com cerca de 175 ativistas de várias nacionalidades, que foram libertados na Grécia pouco depois.

A flotilha partiu inicialmente da Espanha, França e Itália com cerca de 50 embarcações e o objetivo declarado de entregar ajuda humanitária a Gaza, onde, apesar do frágil cessar-fogo entre Israel e Hamas desde outubro, o acesso a essa ajuda permanece muito restrito.

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