Mundo
Israel anuncia que matou o chefe da Segurança do Irã, Ali Larijani
Segundo o governo israelense, ele foi alvo de um ataque na última noite
O ministro da Defesa de Israel anunciou nesta terça-feira 17 que o exército de seu país matou Ali Larijani, figura crucial do governo iraniano há décadas e atual chefe do Conselho Supremo de Segurança, e o general que comanda a milícia islamista Basij.
“O comandante do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e (o general Gholamreza) Soleimani, chefe dos Basij, o aparelho repressivo central do Irã, foram eliminados durante a noite”, declarou o ministro Israel Katz em uma mensagem de vídeo.
Ali Larijani é uma peça fundamental da República Islâmica e um de seus ideólogos.
Matemático e filósofo de formação, e veterano da guerra Irã-Iraque (1980-1988), foi ministro da Cultura, diretor da rádio e televisão públicas, chefe das negociações sobre o programa nuclear, presidente do Parlamento, candidato à presidência e, nos últimos anos, chefe do Conselho Supremo de Segurança.
O anúncio acontece após a morte do líder supremo Ali Khamenei no início da campanha israelense-americana, em 28 de fevereiro.
Larijani e Soleimani “se uniram nas profundezas do inferno a (Ali) Khamenei”, afirmou Katz. Também disse que ele e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, deram instruções ao exército israelense “para perseguir sem descanso os dirigentes do regime de terror e opressão do Irã”.
O gabinete do chefe de Governo divulgou uma foto dele ao telefone com a legenda “o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordena a eliminação de altos dirigentes do regime iraniano”.
Larijani ameaçou na semana passada o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que deveria ter cuidado “para não ser eliminado”.
“O Irã não tem medo de suas ameaças vazias. Outros mais poderosos do que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuide-se você para não ser eliminado!”, escreveu Larijani na rede social X em resposta a ameaças anteriores do presidente dos EUA.
Antes, Larijani havia declarado que o país estava preparado para uma “guerra longa”.
Na sexta-feira, ele apareceu em uma manifestação em Teerã, ao lado de outros comandantes, e minimizou os últimos ataques executados por Israel e Estados Unidos como um ato de “desespero”. Larijani disse no evento que Trump “não entende que o povo iraniano é uma nação corajosa, uma nação forte”.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



