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Irã diz que estudantes têm direito de protesto, mas com ‘limites’

Novas manifestações eclodiram no país nesta segunda-feira

Irã diz que estudantes têm direito de protesto, mas com ‘limites’
Irã diz que estudantes têm direito de protesto, mas com ‘limites’
Esta captura de vídeo, extraída de imagens geradas por usuários postadas em redes sociais e verificadas pelas equipes da AFPTV em Paris em 21 de fevereiro de 2026, mostra iranianos em confronto perto do Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade Sharif, em Teerã. Enquanto alguns repetem "vergonhoso" em farsi, um cântico comum em protestos antigovernamentais, outros agitam a bandeira da República Islâmica do Irã. Estudantes iranianos entoaram slogans antigovernamentais em manifestações em memória das pessoas mortas durante uma recente onda de protestos, conforme noticiado pela mídia local e da diáspora em 21 de fevereiro de 2026, quando grupos que protestavam contra a liderança clerical se confrontaram com outros que manifestavam apoio ao governo. Foto por UGC / AFP
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Os estudantes universitários têm direito a protestar, mas devem “entender os limites”, afirmou nesta terça-feira 24 uma porta-voz do governo iraniano, na primeira reação às novas manifestações no país.

Os alunos iniciaram no sábado um novo semestre letivo com manifestações a favor e contra o governo, segundo a imprensa local.

Alguns gritaram os mesmos lemas proferidos nos recentes protestos antigovernamentais que, segundo várias ONGs, terminaram com milhares de mortos em operações das forças de segurança.

O regime dos aiatolás está sob forte pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear. Washington ordenou uma grande mobilização naval e aérea no Oriente Médio, mas não fechou a via diplomática.

“As coisas sagradas e a bandeira são dois exemplos dos limites que devemos proteger e não ultrapassar, nem nos afastarmos deles, nem sequer no auge da revolta”, afirmou a porta-voz Fateme Mohayerani.

Segundo ela, os estudantes iranianos “têm feridas no coração e viram cenas que podem perturbá-los e enfurecê-los. A ira é compreensível”.

Em dezembro, o Irã foi cenário de protestos, sobretudo contra o custo de vida em um país submetido a sanções. Nos dias 8 e 9 de janeiro, as manifestações foram organizadas em muitas cidades.

A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), com sede nos Estados Unidos, contabilizou mais de 7 mil mortos, mas acredita que o número é ainda maior.

As autoridades iranianas reconhecem mais de 3 mil mortos, mas afirmam que a violência foi provocada por “atos terroristas” fomentados pelos Estados Unidos e por Israel.

Mohayerani declarou que uma missão de investigação examina “as causas e os fatores” dos protestos e apresentará um relatório.

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