Mundo
Irã apresenta exigências para fim da guerra e evita diálogo direto com EUA
Negociações mediadas no Paquistão avançam sob tensão, com impactos globais do conflito ainda em curso
O governo do Irã apresentou neste sábado 25 uma série de condições para encerrar a guerra com os Estados Unidos, em meio à retomada das negociações mediadas pelo Paquistão. Apesar do avanço, Teerã mantém a posição de não dialogar diretamente com representantes americanos.
As propostas foram entregues pelo chanceler Abbas Araghchi a autoridades paquistanesas, responsáveis por intermediar as conversas. O conteúdo não foi divulgado, mas inclui tanto exigências iranianas quanto ressalvas às condições apresentadas por Washington. As delegações dos dois países participam de tratativas indiretas em Islamabad, na tentativa de construir um acordo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou recentemente que há possibilidade de convergência, ao afirmar que uma proposta iraniana poderia atender às demandas americanas. A Casa Branca também mencionou progressos, ainda que sem detalhar os pontos em discussão. Mesmo assim, o clima atual é considerado mais hostil do que o da primeira rodada de negociações, realizada semanas atrás.
A recusa iraniana em manter contato direto com os enviados americanos reforça a dependência da mediação paquistanesa e limita a velocidade das conversas. Ao mesmo tempo, autoridades de Teerã têm sinalizado que veem os Estados Unidos buscando uma saída para o conflito, enquanto destacam a própria capacidade militar como fator de pressão.
O impasse ocorre em um cenário de forte impacto internacional. O Estreito de Ormuz segue com o tráfego marítimo interrompido, afetando o fluxo de petróleo e gás natural e pressionando os mercados globais. A presença militar americana na região também foi ampliada, em meio à continuidade das tensões.
Outros focos de instabilidade persistem no Oriente Médio. No Líbano, o cessar-fogo enfrenta dificuldades diante de divergências entre Israel e o Hezbollah. O conjunto desses fatores evidencia a complexidade do conflito e os desafios para uma solução negociada.
Sem acordo definido até agora, as tratativas seguem como principal alternativa para reduzir a escalada, ainda que marcadas por desconfiança e entraves.
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