Mundo
Investigadores de acidente ferroviário na Espanha identificam trilho danificado
O choque entre dois trens causou as mortes de 45 pessoas
A comissão que investiga o acidente ferroviário que deixou 45 mortos no sul da Espanha no domingo considera possível que um trilho apresentasse uma fratura na região de uma solda, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira 23.
A suspeita surgiu porque rodas de vários trens de alta velocidade que passaram pela estação de Adamuz pouco antes do primeiro descarrilamento apresentavam entalhes.
“Esses entalhes nas rodas e a deformação observada no trilho são compatíveis com a hipótese de que o trilho estivesse fraturado”, afirmou a CIAF (Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários), ligada ao Ministério dos Transportes.
“Com base nas informações disponíveis até o momento, é possível levantar a hipótese de que a fratura do trilho tenha ocorrido antes da passagem do trem da Iryo envolvido no acidente e, portanto, antes do descarrilamento”, acrescentou o órgão. A quebra teria ocorrido na altura de uma solda.
Segundo a comissão, trata-se de uma “hipótese de trabalho” que ainda precisará ser “confirmada por cálculos e análises técnicas detalhadas”.
Os entalhes foram identificados nas rodas do lado direito de três trens que passaram por Adamuz antes do da companhia italiana Iryo, cujos últimos vagões descarrilaram no momento em que outro trem vinha em sentido contrário, sem conseguir evitar o impacto, e também descarrilou.
Os dois trens transportavam ao todo 480 pessoas e trafegavam a mais de 200 km/h, dentro do limite permitido para o trecho. A hipótese de erro humano dos maquinistas foi descartada.
O balanço final da tragédia, que abalou a Espanha e levantou questionamentos sobre a segurança do sistema ferroviário do país, foi confirmado em 45 mortos.
As investigações seguem no local do acidente.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



