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Inflação na Argentina acelera e vai a 32,4% em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor subiu 2,9% em janeiro, ante 2,8% no mês anterior

Inflação na Argentina acelera e vai a 32,4% em 12 meses
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Javier Milei e Karina Milei, em 27 de agosto de 2025. Foto: Juan Mabromata/AFP
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A inflação na Argentina acelerou em janeiro na comparação com dezembro, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira 10 pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos. O Índice de Preços ao Consumidor subiu 2,9%, ante 2,8% no mês anterior.

No acumulado de 12 meses, o crescimento do IPC atingiu 32,4%. A alta mais expressiva em janeiro ocorreu no grupo de alimentos e bebidas (4,7%), seguida por restaurantes e hotéis (4,1%), comunicação (3,6%) e habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3%). No segmento de alimentos, puxaram o índice carnes, verduras e legumes.

Oito dias antes da divulgação dos novos resultados, Marco Lavagna deixou o cargo de diretor do Indec, em meio a diferenças com o governo de Javier Milei sobre o momento de aplicar uma nova metodologia para medir a inflação.

Segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, Lavagna desejava aplicar de imediato o novo índice de preços ao consumidor, enquanto Milei e sua equipe consideravam que a mudança deveria acontecer assim que o processo de desinflação estivesse “totalmente consolidado”.

A metodologia em vigor utiliza uma cesta de preços de 2004, enquanto a nova se baseará na pesquisa de renda e gastos das famílias de 2017-2018. No fim de 2025, o Indec passou por diversas renúncias em meio a uma disputa sobre os baixos salários.

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