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HSBC lavou dinheiro de cartéis de droga do México

Mundo

Uma investigação do Senado dos Estados Unidos, conduzida por quase uma década, concluiu que subsidiárias do banco britânico HSBC lavaram durante anos bilhões de dólares para cartéis de droga mexicanos, Estados párias e terroristas. O comitê especial liberou um relatório de 340 páginas na segunda-feira 16 detalhando as falhas de segurança e, ontem, ouviu as explicações dos oficiais do banco no Congresso norte-americano.

O escândalo fez David Bagley, chefe de governança do banco, anunciar a renúncia durante reunião com os senadores em meio a evidências de que o HSBC ignorou sinais de que suas operações globais estavam sendo usadas para atividades ilegais. Ontem, as ações do banco registraram forte queda.

Segundo o relatório, subsidiárias do HSBC transportaram 7 bilhões de dólares em dinheiro por meio de veículos blindados ou avião do México para suas operações nos EUA. O dinheiro, de acordo com a própria equipe da sede mexicana, estava ligado ao tráfico. As falhas de segurança também permitiram que barões mexicanos de drogas usassem suas contas nas Ilhas Cayman para comprar aviões para o tráfico.

Além disso, o banco aprovou 290 milhões de dólares em cheques de viagem norte-americanos suspeitos para um banco japonês, que teria beneficiado um negócio russo de carros usados. Outras unidades do HSBC também realizaram por sete anos 25 mil transações somando 19,4 bilhões de dólares sem perceber que havia ligações com o Irã e ajudaram um banco saudita ligado Al-Qaeda a mover dinheiro para os EUA.

O banco, que mantém cooperação com a Justiça dos EUA no caso, corre o risco de receber uma vultuosa multa do Departamento de Justiça do país.

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Segundo o relatório, subsidiárias do HSBC transportaram 7 bilhões de dólares em dinheiro por meio de veículos blindados ou avião do México para suas operações nos EUA. O dinheiro, de acordo com a própria equipe da sede mexicana, estava ligado ao tráfico. As falhas de segurança também permitiram que barões mexicanos de drogas usassem suas contas nas Ilhas Cayman para comprar aviões para o tráfico.

Além disso, o banco aprovou 290 milhões de dólares em cheques de viagem norte-americanos suspeitos para um banco japonês, que teria beneficiado um negócio russo de carros usados. Outras unidades do HSBC também realizaram por sete anos 25 mil transações somando 19,4 bilhões de dólares sem perceber que havia ligações com o Irã e ajudaram um banco saudita ligado Al-Qaeda a mover dinheiro para os EUA.

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