Mundo

Homem fere quatro crianças e um adulto em ataque com faca na França

Um homem armado com uma faca atacou um grupo de crianças de cerca de três anos que brincavam em um parque perto do lago da cidade de Annecy

Homem fere quatro crianças e um adulto em ataque com faca na França
Homem fere quatro crianças e um adulto em ataque com faca na França
Sete pessoas, incluindo seis crianças, ficaram feridas em um esfaqueamento em massa na cidade de Annecy, nos Alpes franceses. (Foto: OLIVIER CHASSIGNOLE/AFP)
Apoie Siga-nos no

Um homem armado com uma faca espalhou o terror nesta quinta-feira (8) em um parque perto do Lago Annecy, nos Alpes franceses, ferindo cinco pessoas, incluindo quatro crianças pequenas, antes de ser preso.
“Ataque absolutamente covarde esta manhã em um parque em Annecy. Várias crianças e um adulto estão entre a vida e a morte. A nação está em choque”, tuitou o presidente francês Emmanuel Macron.
O agressor, de 32 anos, era de nacionalidade síria e obteve o status de refugiado em 26 de abril de 2023, portanto estava em situação regular, segundo uma fonte policial.
O ataque ocorreu por volta das 09h45 (04h45 no horário de Brasília), quando crianças de cerca de três anos estavam nos Jardins da Europa, um parque muito popular às margens do Lago Annecy.
Segundo testemunhas ouvidas pela rede BFMTV, o homem tentou fugir do parque após o ataque e agrediu um idoso antes de ser rapidamente detido pela polícia.
“Ele queria atacar todo mundo. Eu me afastei e ele atacou um avô e uma avó e esfaqueou o avô”, disse Anthony Le Tallec, ex-jogador do Saint Etienne e do Liverpool, ao jornal regional Le Dauphiné libéré.
O ex-jogador de futebol, que corria às margens do lago, descreveu uma situação de “pânico total” e garantiu que o agressor, usava “uma bandana ou turbante” que tirou na sua frente.
Quatro crianças e um adulto ficaram feridos, dos quais três – o adulto e dois menores – correm risco de morte, disse uma fonte próxima ao caso, revisando em baixa um primeiro balanço de sete feridos.
A polícia isolou os arredores do parque, confirmou um jornalista da AFP. Segundo o Le Dauphiné libéré, as vítimas foram transferidas para o hospital Annecy Genevois e as testemunhas para um prédio próximo ao local do drama.

Minuto de silêncio

Da esquerda à extrema-direita, líderes políticos condenaram o ataque e expressaram sua solidariedade às vítimas e a seus familiares. A Assembleia Nacional fez um minuto de silêncio.
A primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, e o ministro do Interior, Gérald Darmanin, viajarão para esta cidade turística nos Alpes, de cerca de 140.000 habitantes, disseram seus escritórios à AFP.
Em um contexto de tensão política sobre uma futura reforma migratória, o líder do partido de oposição de direita Os Republicanos (LR), Éric Ciotti, que defende o endurecimento do asilo, exortou nesta quinta-feira a “tirar as consequências” do atentado “sem ingenuidade, com força e lucidez”.
As autoridades ainda não determinaram se foi um ataque terrorista.
A França foi alvo de uma série de ataques jihadistas traumáticos na última década, como os perpetrados contra a revista satírica Charlie Hebdo, o Stade de France e a casa de shows Bataclan em 2015, e a cidade de Nice (sudeste) em 2016 .
Mais recentemente, a decapitação de um professor em plena luz do dia perto de sua escola nos arredores de Paris em 2020 por um refugiado checheno provocou uma onda de comoção e um debate nacional sobre a influência do islamismo radical na França.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo