Holanda: Tiroteio faz vítimas e polícia suspeita de ataque terrorista

Pelo menos 3 pessoas morreram e 9 ficaram feridas segundo os primeiros números divulgados pela polícia

Policiais cercam o local do atentado (Foto: AFP)

Policiais cercam o local do atentado (Foto: AFP)

Mundo

Atualizada às 11h46

Ao menos três pessoas morreram e nove foram feridas, sendo três com gravidade, por disparos efetuados por um homem num bonde na cidade holandesa de Utrecht na manhã desta segunda-feira 18. O prefeito de Utrecht, Jan van Zanen, confirmou o número de vítimas no atentado que ocorreu na praça 24 de Outubro.

A polícia divulgou algumas horas depois que procura um homem de 37 anos, nascido na Turquia e identificado como Gökman Tanis. Um foto o mostra dentro de um bonde do transporte público. Ele é considerado o principal suspeito.

As investigações consideram que se trata de um ato terrorista, apesar de as motivações ainda não estarem claras. O governo da Holanda elevou o alerta de terrorismo ao nível máximo na província de Utrecht porque o atirador está foragido.

De acordo com a polícia holandesa, o ataque aconteceu dentro de um bonde situado na periferia da cidade. O acesso à praça próximo do local foi bloqueado. Segundo a polícia, por volta das 10H45 da manhã um homem abriu fogo no local e em seguida teria fugido dentro de um carro. Ele continua foragido e a prefeitura da cidade orientou as escolas a fecharem as portas.

Segundo testemunhas, o homem sacou uma arma e começou a disparar de forma aleatória. Depois fugiu, e seu paradeiro é desconhecido, afirmou a polícia, que iniciou uma operação de busca.

Helicópteros foram enviados para o local e o transporte dos bondes foi suspenso enquanto o ataque é investigado. O centro médico de Utrecht abriu uma unidade especializada em desastres para receber os feridos.

O coordenador da luta contra o terrorismo no país convocou uma reunião de crise. O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, disse estar “preocupado” com a situação e reforçou a segurança perto da sede do governo, em Amsterdã.

* Com informações da DW e da RFI

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