Mundo

Hezbollah diz que resposta a ataque israelense que matou seu comandante é ‘inevitável’

“Israel não conhece as linhas vermelhas que atravessou”, declarou Nasrallah, em referência ao ataque de quarta-feira em Teerã, no qual morreu o líder político do movimento islamista palestino Hamas

Hezbollah diz que resposta a ataque israelense que matou seu comandante é ‘inevitável’
Hezbollah diz que resposta a ataque israelense que matou seu comandante é ‘inevitável’
Uma imagem tirada da TV al-Manar do Hezbollah em 1º de agosto de 2024 mostra o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, fazendo um discurso televisionado de um local não revelado no Líbano, transmitido na cerimônia fúnebre do comandante Fuad Shukr. Nasrallah alertou que o grupo responderá a um ataque israelense que matou seu principal comandante militar, dizendo que sua morte e a do líder do Hamas "ultrapassaram" os limites vermelhos. Foto de Al-Manar / AFP
Apoie Siga-nos no

O líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah, alertou nesta quinta-feira (1º) que uma resposta do movimento é “inevitável” após o bombardeio israelense que matou seu comandante militar nos arredores da capital do Líbano na terça-feira.

“O inimigo, e aqueles que estão por trás do inimigo, devem esperar por nossa resposta, que é inevitável”, afirmou em um discurso no funeral do comandante Fuad Shukr.

“Israel não conhece as linhas vermelhas que atravessou”, declarou Nasrallah, em referência ao ataque de quarta-feira em Teerã, no qual morreu o líder político do movimento islamista palestino Hamas, Ismail Haniyeh, ação atribuída a Israel.

Nasrallah disse que o que aconteceu no subúrbio de Beirute, área residencial populosa e reduto do Hezbollah, “foi uma agressão e não apenas um assassinato”.

O bombardeio deixou sete mortos, cinco deles civis – três mulheres e dois menores – segundo o Ministério da Saúde libanês.

“Em todas as frentes de apoio, entramos em uma nova fase, diferente das fases anteriores, e que depende do comportamento do inimigo”, afirmou o líder do Hezbollah.

O movimento libanês abriu uma frente contra Israel, que descreve como “de apoio” ao aliado Hamas, após o ataque do grupo palestino no sul de Israel, em 7 de outubro, que desencadeou a guerra em Gaza.

O Hezbollah já havia ameaçado agir contra o território israelense no caso de um ataque ao subúrbio ao sul de Beirute.

O Exército israelense responsabiliza Fuad Shukr pela morte, no sábado, de 12 menores em um lançamento de foguetes em uma área do território anexado das Colinas de Golã.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.

O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.

Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.

Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo