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Happy hour de Boris Johnson às sextas-feiras continuou durante lockdown, diz jornal

Segundo o “The Mirror”, os empregados do gabinete mantiveram a “tradição de longa data” de encerrar a semana com um momento de celebração regado a vinhos

O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Foto: JOHN SIBLEY/POOL/AFP
O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Foto: JOHN SIBLEY/POOL/AFP

O jornal britânico The Mirror publicou neste sábado 15 que o gabinete do primeiro-ministro Boris Jonhson continuou a realizar um happy hour todas as sextas-feiras mesmo durante os períodos de lockdown pela pandemia de coronavírus. A notícia se soma a outras revelações do gênero nos últimos dias, que colocam em xeque a permanência do premiê no cargo.

A publicação afirma que os empregados do gabinete mantiveram a “tradição de longa data” de encerrar a semana com um momento de celebração regado a vinhos. Encontros como este, entretanto, estiveram proibidos no Reino Unido durante os picos de contaminações por Covid-19. O jornal acrescenta que os funcionários investiram em uma nova geladeira para manter as bebidas refrigeradas e que o primeiro-ministro estava ciente da realização das reuniões informais.

Um porta-voz de Downing Street, a residência oficial, indicou que uma investigação interna está em curso para apurar se Johnson e seus colaboradores infringiram as regras em vigor no país nas diferentes ocasiões e as quais, agora, o governo se vê acusado de ter violado.

O “partygate” se transformou na pior crise do governo desde a chegada do conservador ao cargo, em julho de 2019. Na quarta-feira 12, Boris Johnson apresentou um pedido de desculpas ao Parlamento por ter participado de uma festa em maio de 2020, alegando que pensava que o encontro seria uma reunião de trabalho.

Desde então, entretanto, a lista de eventos inoportunos só aumentou, como uma festa ocorrida em Downing Street – sem a presença de Johnson – na véspera do enterro do príncipe Philip, em abril de 2021. Na ocasião, a rainha Elizabeth 2ª participou do funeral do marido sozinha na capela do castelo de Windsor, numa imagem que refletia o rigor do lockdown em vigor naquele momento. A revolta provocada pelo caso constrange até mesmo os conservadores.

Segundo o The Mirror, os aliados mais fiéis do premiê foram convocados a exaltar publicamente as suas realizações, como o Brexit, para evitar a queda do chefe de Governo em decorrência do caso.

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