Mundo
Governo Trump pagará US$ 1.000 para imigrantes ilegais saírem dos EUA; entenda
A Casa Branca chamou o programa de ‘oportunidade histórica’
O presidente Donald Trump pretende fazer com que imigrantes em situação ilegal deixem os Estados Unidos a todo custo. Para isso, o republicano dobra a aposta em sua severa política de deportação, mesmo que isso passe por esticar a corda nas relações diplomáticas com países latino-americanos. Agora, ao custo operacional e diplomático ele pretende somar o peso financeiro.
A Casa Branca confirmou, nesta segunda-feira 5, que a gestão Trump tirará do papel um programa voltado a pagar mil dólares (cerca de 5,6 mil reais) para cada imigrante em situação irregular que resolva deixar os EUA de maneira voluntária.
“Se você está aqui ilegalmente, a autodeportação é a melhor, mais segura e mais econômica maneira de deixar os Estados Unidos e evitar a prisão. O DHS agora oferece assistência financeira para viagens a imigrantes ilegais e um auxílio para retornar ao seu país de origem por meio do aplicativo CBP Home”, disse Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA.
Dinheiro para sair
A ideia do programa é a seguinte: o imigrante ilegal que decidir sair voluntariamente dos EUA receberá uma assistência para a viagem rumo ao seu país de origem. Nesse processo, ele será retirado da lista de detenção da agência de imigração dos EUA.
Para ter acesso ao programa, os imigrantes devem fazer a solicitação por meio de um aplicativo conhecido como CBP Home, que serve para que o governo dos EUA gerencie solicitações de asilo e vistos de residência.
Noem chamou o programa de “oportunidade histórica para estrangeiros em situação irregular”. Em termos estritamente financeiros, a Casa Branca também espera economizar. Atualmente, segundo o Departamento de Segurança Interna, o custo médio por cada estrangeiro deportado dos EUA é de 17,1 mil dólares (cerca de 96,9 mil reais). A quantia direcionada ao imigrante que pretende sair voluntariamente só será paga quando ele chegar ao seu país de origem.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



