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Governo Trump anuncia corte de mais de 90% em programas de desenvolvimento no exterior

Os investimentos eram realizados pela agência USAID

Governo Trump anuncia corte de mais de 90% em programas de desenvolvimento no exterior
Governo Trump anuncia corte de mais de 90% em programas de desenvolvimento no exterior
Foto: Mandel NGAN / AFP
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O governo do presidente Donald Trump anunciou na quarta-feira 26 cortes orçamentários expressivos de mais de 90% em programas de ajuda e desenvolvimento no exterior, totalizando 54 bilhões de dólares (313 bilhões de reais), organizados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID)

Após sua posse em 20 de janeiro, Trump assinou um decreto para congelar os fundos de toda a ajuda externa por 90 dias, período de avaliação com o objetivo de fazer cortes em programas considerados fora da agenda política batizada de “Estados Unidos em Primeiro Lugar”.

A revisão se concentrou em contratos de assistência plurianuais atribuídos pela USAID e a maioria foi eliminada.

“Ao final de um processo liderado pela direção da USAID, incluindo parcelas revisadas pessoalmente pelo secretário [de Estado, Marco] Rubio, quase 5.800 atribuições com valor remanescente de 54 bilhões (de dólares) foram identificados para eliminação no âmbito da agenda ‘America First’, uma redução de 92%”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

A revisão governamental também visou mais de 9.100 subsídios que envolvem assistência no exterior, cujo valor alcança 15,9 bilhões de dólares (92 bilhões de reais).

No final do processo, 4.100 subsídios de quase 4,4 bilhões de dólares (25 bilhões de reais) foram identificados para eliminação, uma redução de 28%.

“As eliminações de bom senso permitirão a estes escritórios, em conjunto com seus oficiais de contratos e subsídios, concentrar-se nos programas restantes, encontrar eficiências adicionais e adaptar programas posteriores às prioridades do governo”, acrescentou o porta-voz.

Os programas de assistência alimentar, de tratamentos médicos vitais para doenças como HIV e malária, e os que apoiam países como Haiti, Cuba, Venezuela, Líbano, entre outros, não foram afetados, segundo o porta-voz.

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