Esporte

Governo da Somália manifesta apoio ao árbitro proibido de entrar nos EUA

Omar Artan tinha sido selecionado para atuar nos jogos da Copa do Mundo

Governo da Somália manifesta apoio ao árbitro proibido de entrar nos EUA
Governo da Somália manifesta apoio ao árbitro proibido de entrar nos EUA
O árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA para a Copa do Mundo – foto: Kenzo Tribouillard/AFP
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O Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália defendeu, nesta terça-feira 9, a “integridade” do árbitro somali Omar Artan, que teve sua entrada em território norte-americano negada no sábado pelos Estados Unidos, onde deveria trabalhar durante a Copa do Mundo, e manifestou seu “apoio incondicional”.

Apesar das “intensas gestões diplomáticas e das negociações com as autoridades competentes do governo dos Estados Unidos e da Fifa, com o objetivo de chegar a uma resolução imediata”, “lamentavelmente não foi possível alcançar um resultado positivo”, afirmou a instituição em um comunicado.

Os Estados Unidos negaram a entrada do árbitro no sábado. A polícia de fronteira americana (CBP) explicou à AFP que “um árbitro da Copa do Mundo foi considerado inadmissível devido a questões relacionadas à verificação de seus antecedentes e teve sua entrada no território negada”.

O Ministério do Esporte da Somália afirmou sua “plena confiança em sua integridade, profissionalismo e contribuição contínua para o desenvolvimento do futebol tanto na Somália quanto em escala internacional”, e manifestou seu “apoio incondicional”.

Detentor do status de árbitro Fifa desde 2018, ele apita na liga somali e foi eleito o melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025.

Aos 34 anos, seria o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo, após ter sido incluído entre os 52 árbitros selecionados para apitar no Mundial de 2026, organizado por Estados Unidos, Canadá e México.

Mas a Fifa indicou na segunda-feira à AFP que ele não poderá treinar ou arbitrar durante a Copa depois que sua entrada foi recusada pelos EUA.

“É o governo do país anfitrião que determina, em última instância, quem recebe visto e quem é admitido em seu território”, justificou a instituição em um comunicado.

Ao ser questionada pela AFP, uma fonte do comitê de arbitragem da Confederação Africana de Futebol (CAF) disse “lamentar por Artan”, mas preferiu não comentar o incidente.

“A seleção dos árbitros para a Copa do Mundo é totalmente responsabilidade da Fifa”, declarou.

A Somália está na mira de Trump. No fim de novembro, o presidente americano classificou a nação como um “país podre” e manifestou a intenção de encerrar o status especial que protege cidadãos somalis da deportação.

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