Mundo
Governo da Costa Rica denuncia plano para assassinar o presidente
A acusação ocorre a pouco mais de duas semanas das eleições presidenciais, nas quais a situação é favorita
O governo da Costa Rica denunciou, nesta terça-feira 13, um suposto plano para assassinar o presidente Rodrigo Chaves, a pouco mais de duas semanas das eleições presidenciais, nas quais a situação é favorita.
Jorge Torres, chefe da Direção de Inteligência e Segurança Nacional (DIS), subordinada à Presidência, disse que o organismo soube do complô por uma “fonte confidencial” que deu conta do pagamento a um assassino de aluguel que executaria o atentado.
“Claramente nos alerta sobre um pagamento de um assassino que quer atentar contra a vida do presidente da República”, declarou Torres a jornalistas na porta do Ministério Público, aonde foi denunciar a suposta trama.
A denúncia vem à tona às vésperas das eleições presidenciais de 1º de fevereiro. A ex-ministra conservadora Laura Fernández lidera amplamente as intenções de voto com um discurso centrado na linha-dura para enfrentar a crescente insegurança ligada ao narcotráfico.
Também acontece no mesmo dia em que chegará ao país, em visita oficial, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, de quem Chaves é admirador.
As projeções indicam que Laura Fernández, considerada a sucessora do governante costa-riquenho, deve vencer no primeiro turno e obter uma maioria contundente de deputados para controlar o Congresso e reformar o Poder Judiciário, como fez Bukele.
O chefe de inteligência evitou especular se o suposto plano criminoso está relacionado com a disputa eleitoral. “Não quero entrar nesse assunto”, disse.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Presidente da Costa Rica denuncia ‘tentativa de golpe de Estado judicial’
Por AFP
Campeã olímpica da Costa Rica e outros dois ex-nadadores relatam agressões de treinador
Por AFP
Justiça pede retirada de imunidade do presidente da Costa Rica
Por AFP



