Mundo
Gestão de novo chefe do FBI é marcada por ausências e comportamento paranoico, segundo site
Kash Patel foi indicado ao cargo pelo presidente norte-americano Donald Trump, a quem se mantém fiel
O ex-assessor de Donald Trump, Kash Patel, escolhido para chefiar o Departamento Federal de Investigação, o FBI, estaria conduzindo uma gestão conturbada, entre episódios de alcoolismo, e outras questões comportamentais. A condução errática de Patel é narrada em uma reportagem publicada pelo site The Atlantic, na sexta-feira 17.
O texto traz como emblemático um episódio em que o chefe do FBI, ao ter dificuldades para acessar um sistema interno dos computadores do departamento, teria entrado em pânico e ligado freneticamente a assessores e aliados para anunciar que havia sido demitido pela Casa Branca. Não se tratava de uma demissão, apenas de um erro técnico, que teria sido contornado rapidamente.
O episódio, segundo a reportagem, ilustra o comportamento de Patel à frente do FBI, agência que emprega cerca de 38 mil pessoas. A condução do líder seria marcada por um comportamento errático, paranoico, sendo frequentes conclusões precipitadas antes de se ter as provas necessárias. O veículo norte-americano também atrela a Patel um consumo excessivo de álcool, que levaria a ausências frequentes no Departamento. Interlocutores ouvidos pela reportagem chegaram a classificar o chefe do FBI como uma vulnerabilidade à segurança nacional.
O texto prossegue afirmando que até os mais otimistas com a gestão do indicado por Trump teriam se decepcionado. Havia a esperança de que Patel, que chegou ao cargo no início de 2025, implementasse reformas necessárias ao FBI, já abalado por uma série de escândalos anteriores. Mas, de acordo com a reportagem, a indisponibilidade frequente do líder estaria agravando os gargalos burocráticos já existentes na agência. O cargo estaria sendo mantido, ainda de acordo com o site, pela disponibilidade do líder em perseguir pessoas que não se mostram leais à sua gestão ou ao governo Trump.
Ainda de acordo com o texto, há rumores de que membros importantes do governo Trump já discutem quem poderá substituí-lo, o que foi negado à reportagem pela Casa Branca, que enalteceu a contribuição do chefe do FBI no combate à criminalidade no País.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Homem mata a tiros seis pessoas em Kiev antes de ser abatido
Por AFP
Papa lamenta que suas palavras tenham sido interpretadas como um debate com Trump
Por AFP
Trump diz que Irã não pode chantagear EUA com ameaças sobre Ormuz
Por AFP



