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Funcionários de IA do Google querem se sindicalizar por medo de uso militar

O uso da IA para fins militares provocou recentemente um debate acalorado entre o Departamento de Defesa americano e um de seus fornecedores, a Anthropic

Funcionários de IA do Google querem se sindicalizar por medo de uso militar
Funcionários de IA do Google querem se sindicalizar por medo de uso militar
Sede do Google. Foto: GREG BAKER / AFP
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Funcionários da DeepMind, laboratório de inteligência artificial do Google com sede em Londres, pediram nesta terça-feira (5) à direção que reconheça oficialmente dois sindicatos, por medo do possível uso militar de sua tecnologia.

O uso da IA para fins militares provocou recentemente um debate acalorado entre o Departamento de Defesa americano e um de seus fornecedores, a Anthropic.

O Google está entre as sete empresas de IA com as quais o Pentágono anunciou acordos sobre operações confidenciais, inclusive no campo de batalha.

“Os funcionários do Google estão preocupados com o uso que será dado a esta tecnologia, dado que este acordo poderia, segundo algumas informações, abrir caminho para armas autônomas e uma vigilância em massa dos americanos”, afirma a CWU, uma das duas organizações sindicais cujo reconhecimento é solicitado pelos funcionários da DeepMind. A outra é a Unite the Union.

Os trabalhadores querem que a DeepMind seja “o primeiro laboratório de IA de ponta do mundo” com representação sindical reconhecida, acrescenta o texto.

Eles querem se opor “ao uso de suas tecnologias por Israel e pelo Exército americano”, afirma a CWU.

Também reivindicam que não sejam desenvolvidas “armas ou ferramentas de vigilância baseadas em IA, a criação de um órgão independente de supervisão ética, assim como o direito individual de se negar a contribuir para projetos por razões morais”.

Em uma carta, eles dão à direção um prazo de 10 dias para reconhecer os sindicatos. Se não receberem resposta, preveem iniciar “um procedimento jurídico formal”.

A AFP entrou em contato com a DeepMind, mas não recebeu resposta.

Em 2018, uma mobilização interna obrigou o Google a desistir de participar do projeto Maven do Pentágono, que se baseia na IA para analisar imagens de drones.

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