Mundo
França descarta aderir ao ‘Conselho de Paz’ de Trump
O documento sobre o grupo ‘vai além do mero marco de Gaza’, indicou uma fonte próxima a Emmanuel Macron
A França “não prevê dar uma resposta favorável” por ora ao convite para aderir a um “Conselho de Paz” promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à AFP o entorno do presidente francês, Emmanuel Macron, nesta segunda-feira 19.
A Casa Branca solicitou a vários líderes mundiais que integrem o conselho comandado por Trump, entre eles o presidente russo, Vladimir Putin; o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban; e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney.
O conselho foi concebido originalmente para supervisionar a reconstrução de Gaza, devastada por dois anos de guerra, mas seu estatuto, consultado pela AFP, não parece limitar sua atuação ao território palestino ocupado.
O documento sobre o Conselho de Paz “vai além do mero marco de Gaza”, ao contrário das expectativas iniciais, indicou uma fonte próxima ao presidente francês, reiterando que a França segue comprometida com um cessar-fogo em Gaza.
A iniciativa “levanta questões de grande relevância, em particular no que diz respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas, que em nenhum caso podem ser colocados em dúvida”, acrescentou a fonte.
O Ministério das Relações Exteriores da França havia lembrado anteriormente o “apego” do país, que ocupa um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, “à Carta das Nações Unidas”.
“Ela continua sendo a pedra angular de um multilateralismo eficaz, no qual o direito internacional, a igualdade soberana dos Estados e a solução pacífica das controvérsias prevalecem sobre a arbitrariedade, as relações de força e a guerra”, acrescentou a chancelaria.
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