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Flórida investiga se ChatGPT é cúmplice em ataque a tiros

Suspeito de matar dois estudantes em universidade trocou mensagens com serviço de inteligência artificial

Flórida investiga se ChatGPT é cúmplice em ataque a tiros
Flórida investiga se ChatGPT é cúmplice em ataque a tiros
Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP
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O estado da Flórida, nos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira 21 a abertura de uma investigação criminal para apurar se o serviço de inteligência artificial (IA) ChatGPT desempenhou algum papel num ataque a tiros. No ano passado, um atirador abriu fogo na Universidade Estadual da Flórida, deixando dois mortos e seis feridos.

Promotores analisaram a troca de mensagens entre o chatbot da OpenAI, o ChatGPT, e o suposto responsável pelo crime. Os detalhes sobre a interação não foram divulgados.

“Se o ChatGPT fosse uma pessoa, estaria enfrentando acusações de homicídio”, afirmou o procurador-geral do estado, James Uthmeier.

A legislação da Flórida permite que qualquer pessoa que auxilie, incentive ou aconselhe alguém na prática de um crime seja tratada como “cúmplice”, assumindo a mesma responsabilidade que o autor do delito.

Um porta-voz da OpenAI afirmou que o ataque foi “uma tragédia”, mas rejeitou responsabilidade. “O ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações amplamente disponíveis em fontes públicas na internet e não incentivou nem promoveu qualquer atividade ilegal ou prejudicial.”

A OpenAI identificou a conta do ChatGPT vinculada ao suposto atirador e a repassou à polícia após tomar conhecimento do ataque, acrescentou.

Suspeito é filho de policial

O ataque teria sido cometido pelo filho de uma policial local, utilizando a antiga arma de serviço dela, segundo as autoridades.

Identificado como Phoenix Ikner, o suspeito percorreu a Universidade Estadual da Flórida atirando contra estudantes antes de ser baleado pelas forças de segurança locais. Ele foi hospitalizado com “ferimentos graves, mas sem risco de morte”, disseram investigadores.

O xerife do condado de Leon, Walt McNeil, disse à época que Ikner era estudante da universidade e filho de uma integrante “excepcional” de sua equipe, com 18 anos de serviço.

Ele acrescentou que o suspeito participava de programas de treinamento do gabinete do xerife, o que significa que “não é surpresa que ele tivesse acesso a armas”.

Ataques a tiros em massa são frequentes nos Estados Unidos, onde o direito constitucional de portar armas se sobrepõe a demandas por regras mais rígidas.

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