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Facebook e Instagram bloqueiam contas ligadas a movimento QAnon

Medida acelera esforços para reprimir campanhas de desinformação, algumas endossadas pelo presidente dos EUA Donald Trump

'Discípulos' do QAnon protestam em Hollywood. Foto: KyleGrillot/AFP 'Discípulos' do QAnon protestam em Hollywood. Foto: KyleGrillot/AFP
'Discípulos' do QAnon protestam em Hollywood. Foto: KyleGrillot/AFP 'Discípulos' do QAnon protestam em Hollywood. Foto: KyleGrillot/AFP
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O Facebook determinou nesta terça-feira 6 o bloqueio de todas as contas ligadas ao movimento conspiracionista QAnon, tanto na rede social, quanto em sua comunidade de compartilhamento de imagens, Instagram.

“Nós vamos remover quaisquer páginas do Facebook, grupos e contas no Instagram representando o QAnon, mesmo que não contenham conteúdo violento”, anunciou o gigante das redes sociais em uma postagem em seu blog. A medida acelera os esforços da empresa para reprimir campanhas de desinformação, algumas endossadas pelo presidente Donald Trump, semanas antes das eleições presidenciais de 3 de novembro.

As ações, tanto do Facebook, quanto do Instagram, visaram contas vinculadas a “grupos anarquistas ‘offline’ que apoiam atos violentos em meio a protestos, organizações de milícias com sede nos Estados Unidos e QAnon”, informou a plataforma. Em agosto, a rede havia eliminado centenas de grupos vinculados à teoria da conspiração de extrema-direita QAnon e impôs restrições a cerca de outras 2 mil como parte de uma ofensiva contra um aumento da violência.

O Facebook informou ter endurecido seu bloquei ao QAnon após notar que, apesar de eliminar publicações que promoviam a violência diretamente, as mensagens dos seguidores do movimento foram adaptadas para evitar as restrições – o grupo usou a plataforma para afirmar que certos grupos iniciaram incêndios florestais que devastaram a costa oeste, desviando a atenção da polícia e dos bombeiros, por exemplo.

“As mensagens do QAnon mudam muito rapidamente e vemos que as redes de seguidores criam uma audiência com uma mensagem e depois mudam rapidamente para outra”, informou o Facebook. “Nosso objetivo é combater isto de forma mais efetiva com esta atualização que fortalece e expande nossos esforços contra o movimento de teoria conspiratória”.  A rede social já proíbe conteúdos que incitam a violência e organizações que a promovem.

Teorias da conspiração

Os seguidores do QAnon têm usado páginas e grupos públicos e privados no Facebook para difundir “desinformação, racismo e incitação à violência apenas velada”, segundo a Liga Antidifamação. A teoria da conspiração, popular entre diferentes grupos de extrema-direita, sustenta que há uma elite global que opera como uma força controladora por trás de governos, bancos e outras instituições.

Em julho, o Twitter tomou medidas enérgicas contra o QAnon quando o grupo aumentou seu alcance na principal corrente da política americana. A partir de uma publicação anônima de 2017, que alega exploração infantil e conspirações estatais, o movimento sem líderes ganhou espaço no próprio escopo do Twitter de Trump.

No ano passado, o FBI informou em um relatório que o QAnon era um dos vários movimentos que poderiam impulsionar “tanto grupos quanto extremistas individuais a realizar atos criminosos ou violentos”.

AFP

AFP Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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