Mundo
Explosão em mesquita deixa oito mortos na Síria
O governo do país classificou o ataque como terrorista
Pelo menos oito pessoas morreram nesta sexta-feira 26 após a explosão em uma mesquita de um bairro de minoria alauita em Homs, no centro da Síria, informaram autoridades.
“Uma explosão terrorista teve como alvo a mesquita Ali Bin Abi Talib durante as orações de sexta-feira na rua Al Khadri, no bairro Wadi al Dahab, em Homs”, informou o Ministério do Interior em comunicado.
O balanço até o momento é de oito mortos, dois a mais que no relatório anterior, e 18 pessoas ficaram feridas, segundo a agência oficial Sana, citando fontes do Ministério da Saúde.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores prometeu “combater o terrorismo em todas as suas formas”.
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ONG com sede no Reino Unido, não está claro se “foi causada por um ataque suicida ou por um artefato explosivo”.
Uma fonte de segurança local disse à AFP, sob condição de anonimato, que a explosão pode ter sido provocada por “um artefato explosivo colocado dentro da mesquita”.
Saraya Ansar al Sunna, um pequeno grupo extremista sunita pouco conhecido, reivindicou o ataque no Telegram e jurou continuar com as ofensivas contra “infiéis e apóstatas”. O mesmo grupo já havia reivindicado o atentado de junho.
Um morador da região, que pediu para não ser identificado por questões de segurança, declarou que as pessoas “ouviram uma forte explosão, seguida de caos e pânico no bairro”.
“Ninguém se atreve a sair de casa e estamos ouvindo sirenes de ambulâncias”, acrescentou.
A Sana publicou fotos do interior da mesquita, uma delas mostrava um buraco em uma parede.
Confrontos sectários violentos eclodiram em Homs durante a guerra civil que irrompeu no país em 2011.
A cidade abriga uma maioria de muçulmanos sunitas, mas também várias áreas predominantemente alauitas, a minoria à qual pertence o governante deposto Bashar al Assad.
Desde a destituição de Assad em dezembro de 2024, o OSDH e cidadãos de Homs denunciam sequestros e assassinatos de membros dessa comunidade minoritária derivada do islamismo xiita.
Segundo uma comissão de investigação nacional, pelo menos 1.426 alauitas morreram em confrontos em março entre as forças de segurança e os homens leais a Assad no oeste do país, onde esta comunidade tem seu reduto.
O OSDH estima que mais de 1.700 pessoas morreram neste surto de violência, a grande maioria alauitas.
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