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Exército israelense anuncia medidas de vigilância eletrônica em colônias

Além de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em colônias consideradas ilegais pela ONU

Exército israelense anuncia medidas de vigilância eletrônica em colônias
Exército israelense anuncia medidas de vigilância eletrônica em colônias
Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel. Foto: Alex KOLOMOISKY / POOL / AFP
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O Exército israelense anunciou nesta segunda-feira 5 que autorizou a vigilância eletrônica dos indivíduos que estiverem sujeitos a restrições de movimento na Cisjordânia ocupada, sobretudo colonos violentos, segundo a imprensa israelense, em um contexto de retomada dos incidentes desde que a guerra começou em Gaza.

Com esta decisão, o Exército busca zelar pelo cumprimento das medidas administrativas. Segundo a emissora de TV Channel 12, a vigilância será realizada com pulseiras eletrônicas.

A medida teria sido adotada, segundo a emissora, a pedido do chefe do Shin Bet (a agência de segurança interna israelense), David Zini, para pôr fim à violência cometida pelos colonos israelenses a palestinos na Cisjordânia.

O Exército disse à AFP que a medida será aplicada tanto a israelenses quanto a palestinos.

A organização de extrema direita Honenu, que presta assistência jurídica a colonos acusados de violência, classificou a decisão de “gesto antidemócratico” e disse que ela “remete ao comportamento de regimes opressivos”.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967. Além de Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em colônias consideradas ilegais pela ONU, convivendo com cerca de três milhões de palestinos.

Desde o ataque do movimento islamista palestino Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, a violência de alguns colonos aumentou, sobretudo entre os que vivem em “postos de avançados” ilegais segundo a lei israelense.

De acordo com ONGs que catalogam esses incidentes, os autores dessas agressões quase nunca são levados à Justiça.

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