Mundo
EUA ‘rejeitam categoricamente’ ordem de prisão do TPI contra Netanyahu e Gallant
Casa Branca reagiu, em um comunicado, ao mandado de prisão contra o aliado, mas evitou falar da ordem da Corte Internacional contra chefe do Hamas
Os Estados Unidos “rejeitam categoricamente” a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de emitir ordens de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, declarou a Casa Branca nesta quinta-feira (21).
“Estamos extremamente preocupados com a resolução do procurador de emitir ordens de detenção e com os preocupantes erros processuais que levaram a essa decisão. Os Estados Unidos foram claros ao afirmar que o TPI não tem jurisdição sobre este assunto”, disse um porta-voz do Conselho Nacional de Segurança.
A declaração não faz menção ao mandado de prisão do TPI emitido para Mohammed Deif, chefe militar do movimento islamista palestino Hamas.
Mike Waltz, o futuro conselheiro de segurança nacional do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, defendeu Israel anteriormente e prometeu uma “resposta firme ao TPI e ao preconceito antissemita da ONU a partir de janeiro”, quando o republicano assumir o cargo.
“O TPI não tem credibilidade e essas alegações foram refutadas pelo governo dos EUA”, disse Waltz no site de rede social X.
Uma posição que reflete a indignação dos republicanos, alguns dos quais pediram que o Senado dos EUA sancionasse o TPI, com 124 membros, que teoricamente são obrigados a prender pessoas sujeitas a mandados de prisão.
O tribunal com sede em Haia disse nesta quinta-feira que os mandados de prisão para Netanyahu e Gallant foram emitidos “por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos de pelo menos 8 de outubro de 2023 a pelo menos 20 de maio de 2024”.
Um mandado de prisão também foi emitido para Deif, que Israel diz ter sido morto em um ataque aéreo em Gaza em julho. O Hamas não confirmou sua morte.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



