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EUA pedem que Ucrânia pare com ‘insultos’ contra Trump

Trump e Zelensky estão envolvidos em uma guerra verbal desde que Washington iniciou negociações com a Rússia

EUA pedem que Ucrânia pare com ‘insultos’ contra Trump
EUA pedem que Ucrânia pare com ‘insultos’ contra Trump
Os presidentes Volodymyr Zelensky (Ucrânia) e Donald Trump (Estados Unidos). Fotos: Attila KISBENEDEK e CHARLY TRIBALLEAU / AFP
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O assessor de segurança nacional de Donald Trump pediu nesta quinta-feira 20 que a Ucrânia pare de lançar “insultos” ao presidente dos Estados Unidos e se recusou a afirmar que a Rússia é responsável pela invasão do território ucraniano em 2022.

“Francamente, parte da retórica que veio de Kiev e os insultos ao presidente Trump foram inaceitáveis”, declarou Mike Waltz em uma coletiva de imprensa na Casa Branca para marcar o primeiro mês do republicano no cargo.

“O presidente Trump obviamente está muito frustrado neste momento com o mandatário [ucraniano Volodimir] Zelensky” pelo “fato de que ele não tenha vindo à mesa de negociações e não tenha aproveitado a oportunidade que oferecemos”, acrescentou.

Trump e Zelensky estão envolvidos em uma guerra verbal desde que Washington iniciou negociações com a Rússia na Arábia Saudita sobre um possível acordo para encerrar a guerra, que já dura quase três anos.

Zelensky também rejeitou um acordo que concederia aos Estados Unidos acesso a grandes reservas de recursos naturais ucranianos, como contrapartida pela ajuda militar americana enviada a Kiev para combater a Rússia.

Na terça-feira, Trump chamou Zelensky de “ditador sem eleições”, depois que o líder ucraniano se queixou de ter sido excluído das negociações.

Zelensky, que se reuniu nesta quinta-feira em Kiev com o enviado especial de Trump, Keith Kellogg, alertou que o presidente dos Estados Unidos vive em uma bolha de “desinformação” russa.

Waltz pressionou a Ucrânia para aceitar o acordo sobre minerais, argumentando que se trata de uma “oportunidade histórica (…) para que os Estados Unidos co-invistam com a Ucrânia em seus minerais”.

No entanto, o assessor de segurança nacional evitou responder quando questionado sobre quem considera responsável pela guerra e se também vê o presidente russo, Vladimir Putin, como um ditador.

Os aliados dos Estados Unidos reagiram com surpresa depois que Trump afirmou, na terça-feira, que a Ucrânia “iniciou” a guerra.

“Ele está focado na luta e em seguir em frente, e poderíamos discutir o dia todo sobre o que aconteceu no passado”, disse Waltz sobre Trump.

Anteriormente, Waltz declarou à Fox News que os ucranianos “precisam abaixar o tom, analisar a situação com profundidade e assinar esse acordo” sobre minerais.

Ele também negou que a Ucrânia tenha sido excluída das negociações de Trump com a Rússia, insistindo que há “muito engajamento e diálogo” com Kiev e com os aliados europeus.

“Este é um plano de bom senso. Pode ser que eles não gostem, mas vamos avançar com ele, e todo mundo vai parar de reclamar quando os combates terminarem”, afirmou Waltz à Fox News.

Ele ainda declarou que os interesses de Washington e Moscou estão “alinhados para interromper a guerra”. “Vamos avançar a toda velocidade para pôr fim a essa guerra, e então poderemos falar sobre relações geoestratégicas mais amplas”, concluiu.

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