Mundo
EUA oficializam classificação do Comando Vermelho e PCC como terroristas
O anúncio da medida havia sido feito na véspera pelo secretário de Estado, Marco Rubio
O governo dos Estados Unidos enquadrou oficialmente as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas. Elas entraram na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC, na sigla em inglês), ligado ao Departamento do Tesouro norte-americano, nesta sexta-feira 29.
As organizações agora são classificadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGT, na sigla em inglês), categoria que as coloca no mesmo patamar de cartéis internacionais do narcotráfico, como o Cartel de Sinaloa e o Carte de Jalisco. O anúncio da medida havia sido feito na véspera pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
A OFAC Sanctions List reúne pessoas, empresas, bancos, organizações e embarcações sujeitas a sanções econômicas impostas pelos EUA. CV e o PCC aparecem na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN). Esta é a mesma relação na qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi incluído após ser sancionado com a Lei Magnitsky. O nome dele, porém, foi retirado da lista em dezembro de 2025.
Na postagem em que anunciou a medida, Rubio definiu as duas facções como “duas das mais violentas organizações criminosas no Brasil” e com capacidade de atingir o país norte-americano. “O governo Trump continuará usando toda ferramenta disponível para proteger os interesses de nossa segurança nacional e impedir que lucro e recursos cheguem a narcoterroristas”, completou.
A decisão foi comunicada dois dias depois do encontro entre Donald Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na Casa Branca.
Ao discursar em uma cerimônia no interior de Sergipe, o presidente Lula (PT) chamou o filho de Jair Bolsonaro de “traidor” pela articulação com o governo norte-americano. O petista reconheceu que as facções são uma ameaça para a população brasileira, mas rejeitou a forma como Washington encara o tema.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



