Mundo
EUA impõem restrições a banco egípcio para pressionar o Irã
O Misr EAU é a primeira instituição financeira sancionada após a ameaça do governo Trump de isolar economicamente os iranianos
O Departamento do Tesouro bloqueará o acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos à filial do banco estatal egípcio Misr nos Emirados Árabes, informou um funcionário à AFP nesta sexta-feira 28, acusando o banco de realizar transações financeiras com o Irã.
Esta é a primeira ação concreta tomada pelo governo Trump depois que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, ameaçou, no início desta semana, isolar economicamente o Irã, seis meses após o início da guerra.
Na prática, a resolução impedirá que a filial emiradense do segundo maior banco do Egito utilize o dólar em suas transações diárias.
A medida é anunciada em um momento em que Washington reforçou seu pacote de sanções contra o Irã, incluindo setores como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.
“Quem facilita as coisas para o Irã não pode continuar tendo acesso ao dólar nem ao sistema financeiro global”, afirmou Bessent em um comunicado.
O banco Misr EAU “aprendeu isso da pior maneira e hoje damos o primeiro passo para cobrar responsabilidades por seu contínuo apoio ao regime iraniano”, acrescentou.
A pressão econômica sobre o Irã estará na agenda da próxima cúpula do G20 em Miami em meados de dezembro.
Embora o Irã tenha considerado essas políticas como “condenadas ao fracasso”, seu presidente, Masoud Pezeshkian, reconheceu que seu país enfrenta “muitas dificuldades econômicas”.
No centro do conflito está o estratégico Estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitava um quinto dos hidrocarbonetos do mundo. Teerã o mantém praticamente bloqueado há seis meses, o que provocou um aumento vertiginoso dos preços do petróleo.
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