Mundo
EUA começará a pagar os bilhões que deve à ONU nas próximas semanas
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca há pouco mais de um ano, os Estados Unidos reduziram seu financiamento a alguns organismos da ONU
Washington começará “em algumas semanas” a desembolsar os bilhões de dólares que deve às Nações Unidas, ao mesmo tempo em que continuará pressionando por reformas no organismo, disse nesta quarta-feira 11 o embaixador dos Estados Unidos na ONU.
A ONU enfrenta problemas orçamentários crônicos porque alguns Estados-membros não pagam integralmente suas contribuições obrigatórias ou o fazem com atraso.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu em janeiro sobre o risco de paralisação da organização caso os países não paguem o que devem.
Segundo informes, Washington deve mais de 2 bilhões de dólares (R$ 10 bilhões) à ONU por sua participação no orçamento ordinário e quase o mesmo valor para o orçamento das operações de manutenção da paz.
“Vamos pagar”, afirmou o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, acrescentando que o dinheiro chegaria “em algumas semanas”, mas não deu detalhes sobre quanto Washington está disposto a desembolsar.
Ele ressaltou, no entanto, que os Estados Unidos mantêm sua exigência de reformas dentro da ONU.
“Continuaremos pedindo a esses organismos que façam pelo menos a mesma quantidade, se não mais, com menos” recursos financeiros, acrescentou.
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca há pouco mais de um ano, os Estados Unidos reduziram seu financiamento a alguns organismos da ONU, retiraram-se de outros (incluindo a Organização Mundial da Saúde) e rejeitaram ou adiaram certas contribuições obrigatórias.
Houve ampla preocupação de que Washington esteja tentando minar o multilateralismo.
Waltz assegurou que “Conselho da Paz” criada por Trump “não está destinada a substituir a ONU, mas a complementá-la”.
Também descartou os apelos de alguns para que a ONU reavalie sua sede em Nova York após vários líderes terem seus vistos negados para participar da Assembleia Geral no ano passado.
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