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EUA atribui ao Irã ataque contra campanha de Trump
No último dia 12, os EUA avisaram ao Irã que interferir nas eleições presidenciais de novembro teria consequências
Agências federais de inteligência dos Estados Unidos atribuíram nesta segunda-feira 19 ao Irã a responsabilidade pelo ataque cibernético contra a campanha de Donald Trump revelado no último dia 10.
“Observamos uma atividade iraniana cada vez mais agressiva durante este ciclo eleitoral, que inclui as atividades relatadas recentemente para comprometer a campanha do ex-presidente Trump, que a comunidade de inteligência atribui ao Irã”, apontaram em comunicado a Polícia Federal (FBI), o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) e a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (Cisa).
A equipe de campanha de Trump anunciou em 10 de agosto que havia sofrido um ataque cibernético, e acusou “fontes estrangeiras” de terem vazado comunicações internas e um expediente sobre J.D. Vance, companheiro de chapa do magnata republicano.
A inteligência americana estimou hoje que Teerã tentou entrar em contato com “indivíduos com acesso direto à campanha presidencial de ambos os partidos”. “O Irã busca semear a discórdia e minar a confiança em nossas instituições democráticas”, denunciaram as agências.
No último dia 12, os Estados Unidos avisaram ao Irã que interferir nas eleições presidenciais de novembro teria consequências. O governo americano afirmou que dispõe de “um certo número de ferramentas para responsabilizar o Irã”, e alertou que não hesitará em usá-las.
“Essa abordagem não é nova. Irã e Rússia usaram esses estratagemas não somente nos Estados Unidos, mas em outros países”, ressalta o comunicado.
Em 2016, e-mails do Partido Democrata foram hackeados, principalmente os da então candidata Hillary Clinton, que enfrentava Donald Trump. O milionário, que venceu as eleições, foi criticado por ter fomentado o roubo de dados, atribuído à Rússia.
Os serviços de inteligência dos Estados Unidos concluíram posteriormente que a Rússia influenciou as eleições de 2016 em favor de Trump, o que o republicano nega.
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