Mundo
EUA atacam três embarcações e matam oito pessoas no Pacífico
O suposto combate ao tráfico de drogas foi, novamente, a justificativa do governo Trump para o bombardeio
O Exército dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira 15 novos ataques contra três supostas embarcações carregadas com drogas no Pacífico, que deixaram oito mortos.
A campanha antidrogas no Caribe e no Pacífico das Forças Armadas americanas, sob o comando do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, deixou pelo menos 95 mortos e destruiu 26 lanchas desde o início de setembro.
“A inteligência confirmou que as embarcações transitavam por rotas conhecidas do narcotráfico no Pacífico Oriental e estavam envolvidas em atividades de narcotráfico”, afirmou o Comando Sul dos Estados Unidos em uma publicação na rede social X.
O Exército acrescentou que “um total de oito homens narcoterroristas morreram durante as ações: três na primeira embarcação, dois na segunda e três na terceira”.
A publicação nas redes do Comando Sul inclui imagens de vídeo de três embarcações separadas antes de cada uma ser atingida pelos ataques.
Os bombardeios são acompanhados por uma grande mobilização militar americana no Caribe, que inclui o maior porta-aviões do mundo e vários navios de guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insiste que o objetivo é combater o narcotráfico, enquanto seu homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, afirma que a campanha é um pretexto para tentar forçar uma mudança de regime em Caracas.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



