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EUA acelera fim das sanções petrolíferas contra Venezuela e envia ajuda médica

Mais cedo, os EUA autorizou operações de 5 petrolíferas multinacionais na Venezuela

EUA acelera fim das sanções petrolíferas contra Venezuela e envia ajuda médica
EUA acelera fim das sanções petrolíferas contra Venezuela e envia ajuda médica
'A Venezuela quer paz', diz mensagem em muro em Caracas, em 7 de janeiro de 2026. Foto: Juan Barreto/AFP
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Os Estados Unidos aceleraram nesta sexta-feira 13 o fim das sanções petrolíferas contra a Venezuela com licenças de exploração para cinco multinacionais do setor e, ao mesmo tempo, anunciaram o envio de mais de 6 toneladas de suprimentos médicos.

O presidente Donald Trump, muito satisfeito com a colaboração do novo governo interino de Delcy Rodríguez, assegurou a jornalistas que viajará em algum momento ao país sul-americano, cujo rumo alterou dramaticamente em 3 de janeiro passado com a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

As relações com a Venezuela são “tão boas quanto se poderia desejar” e a presidente interina está fazendo “um grande trabalho”, declarou Trump nesta sexta-feira.

Após a queda de Maduro, Washington anunciou três etapas para a Venezuela, um país empobrecido pela crise econômica, corrupção e sanções: estabilidade econômica, recuperação e transição política.

A estabilidade passa sobretudo, segundo Trump, pelo controle das vendas de petróleo venezuelano, principalmente aos Estados Unidos, que em troca depositam o dinheiro no Catar e depois o entregam a Caracas, para “benefício de todos os venezuelanos”.

Mais petrolíferas

Nesta sexta-feira, o Departamento do Tesouro anunciou que permitirá à americana Chevron, à italiana Eni, à espanhola Repsol e às britânicas BP e Shell retomar suas operações no país sul-americano sem mais obstáculos.

Caracas promulgou uma reforma de sua lei de hidrocarbonetos para facilitar esse retorno das multinacionais, com as quais manteve problemas jurídicos durante anos e que são indispensáveis caso queira renovar suas instalações.

Washington também emitiu uma segunda licença para permitir novos contratos com outras petrolíferas, sempre sob sua supervisão.

Todos esses projetos ficam submetidos à jurisdição americana, e não venezuelana, esclarece o Departamento do Tesouro, que nos últimos dias também anunciou licenças para equipamentos, material de informática, contratos com navios-tanque ou projetos com portos e aeroportos.

O setor petrolífero venezuelano esteve submetido a sanções dos Estados Unidos desde 2019.

Embora com dificuldades, a Chevron era a única empresa americana que explorava o petróleo venezuelano por meio de uma licença dos Estados Unidos para contratos muito específicos com a empresa estatal venezuelana, PDVSA.

Ajuda médica

Pouco depois desses anúncios, o Departamento de Estado revelou o envio por via aérea de mais de 6 toneladas de “suprimentos médicos prioritários”.

“Este é o primeiro envio de um esforço significativo para aumentar o abastecimento de suprimentos médicos críticos à Venezuela”, acrescentou o comunicado.

O texto não mencionou se Caracas pagará por esses suprimentos.

O presidente Trump assegurou, após a captura de Maduro, que além de fiscalizar o dinheiro do petróleo venezuelano, Caracas concordou em comprar prioritariamente bens americanos.

Os suprimentos médicos enviados à Venezuela serão distribuídos pelo ministério da Saúde “provisório”, detalhou o texto.

Embora Trump tenha recebido a opositora María Corina Machado e declarado que o objetivo político na Venezuela é a realização de eleições e a transição democrática, em suas declarações mais recentes ele omite mencionar esse aspecto.

Caracas adiou a aprovação de uma lei de anistia e, embora tenha libertado centenas de presos políticos, muitos deles permanecem em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico.

O ‘discombobulator’

Trump também visitou uma base militar na Carolina do Norte, Fort Bragg, onde estão baseados alguns dos soldados de elite que participaram da ousada operação de captura de Maduro e sua esposa.

O presidente os elogiou e gabou-se de uma arma secreta, o “discombobulator” (“desorientador”), capaz de bloquear os sistemas de defesa russos e chineses, e que foi utilizado na poderosa operação militar.

É a primeira vez que Trump menciona essa arma misteriosa em um evento público, depois de ter deixado escapar alguns detalhes em entrevistas anteriores.

“Fala-se do ‘discombobulator’, porque eles não conseguiram disparar nem um único tiro”, disse Trump, referindo-se ao bloqueio de grande parte dos sistemas defensivos da Venezuela durante a incursão de 3 de janeiro.

“O equipamento russo não funcionou. O equipamento chinês não funcionou. Todos estão tentando descobrir por que não funcionou. Um dia saberão”, afirmou com um sorriso.

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