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‘Eu sou o chefe’, afirma Trump aos líderes reunidos no G7

O presidente dos EUA decidiu prolongar a estadia na França após convite de Macron

‘Eu sou o chefe’, afirma Trump aos líderes reunidos no G7
‘Eu sou o chefe’, afirma Trump aos líderes reunidos no G7
Trump (de gravata vermelha) junto aos líderes de alguns dos países presentes à reunião do G7 – foto: Ludovic Marin/AFP
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“Eu sou o chefe”, disse nesta quarta-feira 17 o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao restante dos líderes do G7, ao chegar por último ao terceiro dia da reunião de cúpula em Evian, leste da França.

A sessão de trabalho dedicada a “retomar um crescimento econômico equilibrado” estava prestes a começar quando Trump entrou na sala, com seus homólogos do G7 e dos países convidados, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já sentados ao redor da mesa.

O americano de 80 anos faz uma breve pausa na cabeceira da mesa e disse: “I am the boss” (“Eu sou o chefe”), antes de se sentar com um largo sorriso à direita do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

A declaração provocou algumas risadas. Donald Trump aproveitou o momento para apertar a mão de Macron, que perguntou em inglês como ele estava.

Em outro momento, Trump, acostumado, como muitos de seus compatriotas, a colocar o ar condicionado no máximo, reclamou que estava “calor demais” na sala.

Desde sua chegada na segunda-feira a Evian, Trump, que não é fã dos formatos multilaterais, tem se mostrado bastante conciliador, enquanto seus pares se esforçam para bajulá-lo.

Conhecido por boicotar os comunicados conjuntos ou por criticá-los depois de assiná-los, como fez uma vez no Canadá durante seu primeiro mandato, desta vez ele aceitou ratificar um texto sobre a Ucrânia.

A declaração, que defende uma pressão maior sobre a Rússia, também celebra o acordo entre Estados Unidos e Irã, “obtido sob a firme liderança do presidente Donald Trump”.

O chefe de Governo da Alemanha, Friedrich Merz, presenteou o 47º presidente dos Estados Unidos, cujo avô paterno nasceu na Alemanha, com uma camisa da seleção alemã de futebol com seu sobrenome e o número 47.

E Trump aceitou o convite de Macron para prolongar sua estadia na França com um jantar nesta quarta-feira no Palácio de Versalhes, perto de Paris, um cenário suntuoso como ele tanto aprecia.

“Versalhes não é folheado a ouro. É ouro de verdade”, disse na terça-feira um entusiasmado Trump.

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