Mundo
Estudantes protestam no Chile antes da mudança de gabinete
Manifestantes fizeram ato do lado de fora do palácio presidencial exigindo mais recursos para a educação
Centenas de estudantes protestaram nesta terça-feira 6 do lado de fora do palácio presidencial exigindo mais recursos para a educação, horas antes que o presidente chileno Gabriel Boric reformasse o gabinete depois que uma nova Constituição foi rejeitada.
“E a Constituição Pinochet vai cair e vai cair” e “E como, e como, e como está o ‘weá’ (a questão)? Há dinheiro para os policiais (Polícia) e não para estudar”, gritaram os alunos ao se aproximarem da sede do Ministério da Educação, ao lado da sede do governo.
A manifestação forçou o bloqueio do trânsito e houve alguns incidentes isolados entre parte dos manifestantes e a polícia, que dispersou a mobilização com gás lacrimogêneo e canhões de água.
Manifestantes reivindicaram mudanças na educação pouco antes de troca no gabinete ministerial de Gabriel Boric. Foto: Martin Bernetti/AFP
A manifestação aconteceu no mesmo dia em que Boric planeja fazer uma troca entre seus ministros.
A ministra do Interior, Izkia Siches, a da Saúde, Begoña Yarza, e o secretário-geral da Presidência Giorgio Jackson, são os principais nomes que poderiam sair após vários erros criticados durante esses primeiros seis meses do governo que assumiu o poder em 11 de março.
Além disso, a manifestação ocorreu dois dias depois que os cidadãos rejeitaram 61% da proposta de uma nova Carta Magna em um plebiscito.
Entre os direitos que a proposta constitucional teria consagrado estava o direito ao “acesso universal” à educação, reivindicação recorrente e particularmente agitada durante os protestos sociais que abalam o país desde outubro de 2019.
‘Não esqueça o passado’, diz cartaz de manifestante, em referência à ditadura de Augusto Pinochet. Foto: Javier Torres/AFP
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.


