Mundo

‘Escolhemos o comércio justo em vez das tarifas’, diz chefe da UE sobre acordo com Mercosul

O acordo, negociado desde 1999 entre a UE e o Mercosul, cria um mercado que representa 30% do PIB mundial

‘Escolhemos o comércio justo em vez das tarifas’, diz chefe da UE sobre acordo com Mercosul
‘Escolhemos o comércio justo em vez das tarifas’, diz chefe da UE sobre acordo com Mercosul
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Foto: ADEK BERRY / AFP
Apoie Siga-nos no

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou, neste sábado 17, que a União Europeia e o Mercosul escolhem “o comércio justo em vez das tarifas” em declarações prévias à assinatura histórica, em Assunção, de um acordo bilateral de livre comércio.

“Escolhemos uma parceria produtiva e de longo prazo em vez do isolamento e, acima de tudo, pretendemos oferecer benefícios reais e tangíveis” aos cidadãos, afirmou. O presidente paraguaio, Santiago Peña, anfitrião da cerimônia, elogiou, por sua vez, que os dois blocos tenham escolhido “o caminho do diálogo” e “a cooperação”, após negociações que se estenderam por mais de 25 anos.

Adotando o mesmo tom, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que o acordo que põe em marcha uma das maiores zonas de livre comércio do mundo “é uma aposta decidida na abertura, no intercâmbio, na cooperação frente ao isolamento, ao militarismo e ao uso do comércio como arma geopolítica”.

O acordo, negociado desde 1999 entre a UE e os membros fundadores do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), cria um mercado que representa 30% do PIB mundial e abriga mais de 700 milhões de consumidores.

O tratado UE-Mercosul elimina tarifas aduaneiras a mais de 90% do comércio bilateral e favorece as exportações de automóveis, maquinário, vinhos e bebidas destiladas europeias para os pioneiros do Mercosul. Em troca, facilita a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.

A assinatura do acordo ocorre em meio às incertezas mundiais com as políticas protecionistas e as ameaças tarifárias do presidente americano, Donald Trump, e protestos em muitos países da União Europeia contra o tratado.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo