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Em reunião da ONU, Colômbia compara operação dos EUA na Venezuela aos ‘piores momentos de interferência’

“Essas ações lembram os piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe e constituem uma clara ameaça à preservação da região como uma zona de paz”, declarou a representante colombiana Leonor Zalabata Torres.

Em reunião da ONU, Colômbia compara operação dos EUA na Venezuela aos ‘piores momentos de interferência’
Em reunião da ONU, Colômbia compara operação dos EUA na Venezuela aos ‘piores momentos de interferência’
Colombian Ambassador to the United Nations Leonor Zalabata listens during a UN Security Council emergency meeting to discuss recent US actions in Venezuela on January 5, 2026 in New York. Leftist strongman Nicolas Maduro, 63, faces narcotrafficking charges along with his wife, who was also seized and taken out of Caracas in the shock US assault on January 3, which involved commandos, bombing by jet planes, and a massive naval force off Venezuela's coast. (Photo by John Lamparski / AFP)
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A Colômbia comparou, nesta segunda-feira 5 perante o Conselho de Segurança da ONU, a operação militar dos Estados Unidos para depor o líder venezuelano Nicolás Maduro, que foi retirado do país e levado para Nova York junto com sua esposa, aos “piores momentos de interferência” na região.

“Essas ações lembram os piores momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe e constituem uma clara ameaça à preservação da região como uma zona de paz”, declarou a representante colombiana Leonor Zalabata Torres.

A Colômbia ingressou no Conselho de Segurança em 1º de janeiro e solicitou uma reunião urgente do órgão máximo da ONU a pedido da Venezuela.

Forças especiais dos Estados Unidos atacaram Caracas e seus arredores na madrugada de sábado e levaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, a um tribunal de Nova York sob acusações de narcotráfico e terrorismo.

“É importante também compreender as implicações desta situação para a paz e a segurança internacionais, para além da nossa região, especialmente quando um membro permanente do Conselho de Segurança decide usar a força e assumir unilateralmente o controle de outro Estado soberano, com o objetivo, entre outras coisas, de se apropriar de recursos naturais ou estratégicos”, acrescentou Zalabata Torres.

Anteriormente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu “respeito aos princípios da soberania, da independência política e da integridade territorial dos Estados”, de acordo com declarações lidas em seu nome pela subsecretária-geral Rosemary DiCarlo.

A ousada operação militar dos Estados Unidos provocou condenações de alguns governos da região, como Brasil, Colômbia e México, e o apoio de aliados de Washington, como Argentina e El Salvador.

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