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Em novo recuo, Trump desiste de cobrar pedágio no Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA afirmou que o fluxo pela via está mantido, mas embarcações ligadas ao Irã estão vetadas
Um dia depois de anunciar que cobraria uma espécie de pedágio de navios que cruzassem o Estreito de Ormuz, no valor de 20% da carga, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta terça-feira 14, um recuo na decisão.
Em mensagem publicada em sua rede Truth Social, Trump afirmou que teve conversas “muito produtivas” com líderes de países do Oriente Médio, e que países do Golfo se comprometeram a assinar acordos comerciais e realizar investimentos nos Estados Unidos. Com isso, a implantação do pedágio está suspensa.
“Como todos sabem, temos o maior volume de investimentos em dólares na história, mas esses novos aportes elevarão ainda mais esse número: veremos fábricas, instalações industriais e equipamentos chegando aos EUA em níveis históricos, o que criará milhões de empregos americanos adicionais e bem remunerados”, disse, usando sua verborragia habitual.
Na mesma mensagem, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está aberto para o tráfego de navios, exceto embarcações ligadas ao Irã: sejam barcos com bandeira do país ou que se dirijam a portos iranianos ou venham deles, além daqueles que levam carga ligada ao país.
O Irã reagiu com ironia ao anúncio do pedágio feito por Trump na segunda-feira. “O presidente dos Estados Unidos está absolutamente certo. Quem garantir a passagem segura deve receber uma compensação. Os 20% são demais, é claro. Seremos justos”, disse o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que garantiu que seu país manterá o controle da via marítima.
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