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Em discurso da vitória, Biden adota tom conciliador e fala em ‘acabar com a era da demonização’

Vice-presidenta eleita, Kamala Harris diz que é a primeira mulher no cargo, mas não será a última

Discurso do presidente-eleito, Joe Biden, na noite do sábado 7. Foto: TASOS KATOPODIS/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP
Discurso do presidente-eleito, Joe Biden, na noite do sábado 7. Foto: TASOS KATOPODIS/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP
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O democrata Joe Biden discursou na noite deste sábado 7 em Wilmington, Delaware, horas depois de ser eleito presidente dos Estados Unidos. Ele voltou a falar em “restaurar a alma” do país e apostou em um tom conciliador, reforçando sua promessa de ser um presidente “para todos os americanos”.

“O que me surpreende hoje à noite é ver em todas as partes do país, e ao redor do mundo, uma onda de felicidade, esperança, uma fé renovada de que amanhã será um dia melhor”, declarou Biden no início de seu discurso.

O democrata também garantiu que será um “presidente que não irá dividir, mas unir”.

“Todos os que votaram em Trump: vamos nos dar uma chance. É hora de abaixar a temperatura, olhar um para o outro, ouvir o outro. Pelo progresso, devemos parar de tratar nossos oponentes como inimigos”, prosseguiu.

Biden ainda antecipou alguns dos pontos que receberão destaque no início de seu governo. “A América nos chamou: para organizar as forças da decência, da justiça, da Ciência e da esperança, nas grandes batalhas de nossa era: a batalha para conter o vírus, para construir prosperidade, para atingir justiça racial e acabar com o racismo sistêmico neste país. E a batalha para salvar o nosso planeta, mantendo o clima sob controle”, disse o presidente eleito.

Ele garantiu que não poupará “esforço ou comprometimento” para combater a pandemia e voltou a pedir unidade para superar os desafios. “Eu sou um democrata orgulhoso, mas governarei como presidente americano. Trabalharei duro para os que não votaram em mim e pelos que votaram. Que esta era sombria de demonização nos Estados Unidos comece a acabar aqui e agora!”.

Biden disse que apostará no diálogo com o Congresso dos Estados Unidos, “democratas e republicanos”. Na reta final do discurso, destacou o interesse global nos novos rumos do país.

“Esta noite o mundo inteiro está olhando para os Estados Unidos. Os Estados Unidos são um farol para o mundo. Vamos liderar não apenas pelo exemplo do nosso poder, mas pelo poder do nosso exemplo”.

Minutos antes de Biden, a vice-presidenta eleita, Kamala Harris, discursou no evento comemorativo. “Proteger a nossa democracia demanda esforço, sacrifício, mas há felicidade e progresso nisso, porque nós, o povo, temos o poder de construir um novo futuro”, disse Harris. “Quando a nossa democracia estava nas cédulas nesta eleição, com a nossa alma em jogo, vocês trouxeram um novo dia para os Estados Unidos”, completou.

“Eu posso ser a primeira mulher no cargo, mas não serei a última. Porque cada garotinha assistindo hoje à noite percebe que este é um país de possibilidades. E às crianças do nosso país, independentemente de seu gênero: nosso país enviou uma mensagem a vocês! Sonhem com ambição e liderem com convicção”, disse a vice-presidenta eleita. Ela também afirmou que Biden “será o presidente de todos os americanos”.

Foto: Tasos Katopodis/Getty Images North America/Getty Images via AFP

À tarde, o republicano Donald Trump voltou a afirmar nas redes sociais que há uma “fraude” nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. “Os observadores não foram autorizados nas salas de contagem. Eu ganhei a eleição, recebi 71.000.000 votos legais. Coisas ruins aconteceram. Nossos observadores não foram autorizados a acompanhar. Nunca aconteceu antes. Milhões de votos pelo correio foram enviados por pessoas que nunca pediram!”, publicou Trump em seu perfil no Twitter, sem apresentar evidências a justificar suas alegações.

Leonardo Miazzo

Leonardo Miazzo
Editor do site de CartaCapital. Twitter: @leomiazzo

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