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Eleições na Tailândia: onda nacionalista impulsiona vitória do partido do primeiro-ministro

Embora tenha poucas chances de conquistar a maioria absoluta, Anutin Charnvirakul tem a chance de formar uma coalizão um pouco mais estável para governar o país em crise

Eleições na Tailândia: onda nacionalista impulsiona vitória do partido do primeiro-ministro
Eleições na Tailândia: onda nacionalista impulsiona vitória do partido do primeiro-ministro
Anutin Charnvirakul, primeiro-ministro da Tailândia, conquistou vitória importante nas eleições legislativas antecipadas do país. Foto: chanakarn laosarakham / AFP
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O partido do primeiro‑ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, conquistou uma ampla vitória nas eleições deste domingo 8, abrindo a possibilidade de que uma coalizão mais estável consiga pôr fim a um longo período de instabilidade política no país.

O conservador Anutin Charnvirakul convocou eleições legislativas antecipadas em meados de dezembro, em pleno conflito armado entre a Tailândia e o Camboja, uma decisão que, segundo muitos observadores, refletia sua intenção de aproveitar uma onda nacionalista no país.

Essa aposta se mostrou acertada para o primeiro‑ministro, que havia assumido o cargo pouco mais de três meses antes, após a destituição de Paetongtarn Shinawatra em razão da crise com o Camboja.

Com mais de 90% das urnas apuradas, os resultados preliminares divulgados pela comissão eleitoral mostram que o partido Bhumjaithai, de Anutin Charnvirakul, está muito à frente do Partido Popular Progressista, em segundo lugar, e do Pheu Thai, de Paetongtarn Shinawatra.

“A vitória do Bhumjaithai hoje é uma vitória para todos os tailandeses”, declarou o primeiro‑ministro em entrevista coletiva.

Embora seu partido tenha poucas chances de conquistar a maioria absoluta, Anutin Charnvirakul pode ter margem suficiente para aprovar no Parlamento suas promessas de campanha, algo que um governo tailandês não consegue há anos.

O Partido Popular Progressista, que liderou as pesquisas por muito tempo, advertiu, no entanto, que não formará uma coalizão com o partido no poder.

(Com AFP)

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