Mundo
E-mails eróticos colocam em dúvida nomeação de embaixador americano no Iraque
Em 2008, diplomata vangloriava-se a jornalista sobre seus contatos no alto escalão do governo; mensagens continuam insinuações sexuais
WASHINGTON (AFP) – O Senado americano manifestava dúvidas, nesta sexta-feira 9, em relação à confirmação do novo embaixador do país no Iraque, após a divulgação de e-mails que o diplomata enviou para uma jornalista oferecendo informações confidenciais com o objetivo de seduzi-la.
Nos e-mails, escritos em 2008 e divulgados na Internet, Brett McGurk, funcionário do governo do ex-presidente George W. Bush, vangloriava-se junto a Gina Chon, repórter do “The Wall Street Journal”, de suas reuniões junto ao alto escalão e sua capacidade de oferecer informações confidenciais.
Senadores americanos receberam na semana passada os e-mails de McGurk, repletos de insinuações sexuais. O diplomata e a jornalista tiveram um romance em Bagdá, quando ele era casado, e, depois, os dois acabaram se casando.
O senador republicano James Inhofe, da Comissão de Relações Exteriores, que “prefere se reunir pessoalmente com os candidatos antes de apoiá-los”, decidiu cancelar o encontro com McGurk.
A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, não quis comentar o conteúdo das mensagens, mas assinalou que o diplomata, designado por Obama e especialista em Iraque, está “perfeitamente qualificado para servir como embaixador. Pedimos ao Senado que trabalhe com rapidez em sua confirmação.”
Se for confirmado no cargo, McGurk se tornará o primeiro embaixador dos Estados Unidos no Iraque desde que Washington retirou suas tropas daquele país, em dezembro de 2011.
WASHINGTON (AFP) – O Senado americano manifestava dúvidas, nesta sexta-feira 9, em relação à confirmação do novo embaixador do país no Iraque, após a divulgação de e-mails que o diplomata enviou para uma jornalista oferecendo informações confidenciais com o objetivo de seduzi-la.
Nos e-mails, escritos em 2008 e divulgados na Internet, Brett McGurk, funcionário do governo do ex-presidente George W. Bush, vangloriava-se junto a Gina Chon, repórter do “The Wall Street Journal”, de suas reuniões junto ao alto escalão e sua capacidade de oferecer informações confidenciais.
Senadores americanos receberam na semana passada os e-mails de McGurk, repletos de insinuações sexuais. O diplomata e a jornalista tiveram um romance em Bagdá, quando ele era casado, e, depois, os dois acabaram se casando.
O senador republicano James Inhofe, da Comissão de Relações Exteriores, que “prefere se reunir pessoalmente com os candidatos antes de apoiá-los”, decidiu cancelar o encontro com McGurk.
A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, não quis comentar o conteúdo das mensagens, mas assinalou que o diplomata, designado por Obama e especialista em Iraque, está “perfeitamente qualificado para servir como embaixador. Pedimos ao Senado que trabalhe com rapidez em sua confirmação.”
Se for confirmado no cargo, McGurk se tornará o primeiro embaixador dos Estados Unidos no Iraque desde que Washington retirou suas tropas daquele país, em dezembro de 2011.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

