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Duplo terremoto na Venezuela deixa mais de 4 mil mortos

O governo contabiliza 17.907 pessoas sem moradia em consequência da destruição. Mais de 800 edificações foram afetadas

Duplo terremoto na Venezuela deixa mais de 4 mil mortos
Duplo terremoto na Venezuela deixa mais de 4 mil mortos
Voluntários procuram por desaparecidos em meio aos escombros de prédios derrubados pelo terremoto no estado de La Guaira, na Venezuela – foto: Federico Parra/AFP
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O número de mortos causado pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela há duas semanas ultrapassou 4 mil, enquanto o número de feridos permaneceu em quase 17 mil, segundo um boletim oficial do governo divulgado nesta sexta-feira 10.

Os fortes terremotos consecutivos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos em 24 de junho, atingiram principalmente o estado costeiro de La Guaira, vizinho de Caracas, onde dezenas de edifícios desabaram.

O duplo terremoto deixou pelo menos 4.118 mortos e 16.740 feridos, detalha o relatório divulgado no Telegram pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O número aumentou em relação aos pelo menos 3.889 mortos registrados na quinta-feira.

Em La Guaira, considerada o marco zero da tragédia, os desabrigados se instalaram em estádios, quadras esportivas, praças e até mesmo nas calçadas, onde voluntários prestam atendimento médico e distribuem alimentos.

O governo contabiliza 17.907 pessoas sem moradia em consequência da destruição. Mais de 800 edificações foram afetadas, das quais 190 sofreram colapso total, segundo dados oficiais.

Um tremor de magnitude 3 sacudiu Caracas por volta das 11h00 locais (12h00 de Brasília) desta sexta-feira. Dezenas de pessoas evacuaram de altos edifícios no setor financeiro de El Rosal, na zona leste da capital.

“Foi sentido com força (…), tiraram todo mundo do prédio”, conta Liliana Peñaloza, funcionária de manutenção em um dos edifícios. “Estamos assustados aqui porque todo mundo está na expectativa. Com o que aconteceu em 24 de junho, a gente já fica meio alerta a tudo o que acontece”, explica a mulher de 57 anos.

Amber Llanes, agente de viagens de 26 anos, ficou “supernervosa” depois dos devastadores terremotos. “Estamos com bastante angústia de que volte a acontecer” uma “catástrofe”, confessa.

A presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu na quarta-feira a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior, enquanto a ONU tenta arrecadar quase 300 milhões de dólares para ajudar na recuperação do país.

A ONU estima que até cerca de 50 mil pessoas possam ter desaparecido no que é considerado um dos piores terremotos já ocorridos na América Latina. O governo venezuelano evita mencionar um número.

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