Dois mortos são retirados de escombros de imóvel que desabou em Marselha; 6 pessoas estão desaparecidas

Até o momento, as causas do acidente não foram determinadas, embora os investigadores privilegiem a hipótese de um vazamento de gás

Foto: CLEMENT MAHOUDEAU / AFP

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A imprensa francesa desta segunda-feira (10) repercute a tragédia em Marselha, no sul do país, no domingo (9). O desabamento de dois imóveis nesta que é a segunda maior cidade da França deixou ao menos dois mortos, além de vários feridos e desaparecidos.

“Pensei que fosse a guerra” é o título da reportagem especial do jornal Le Parisien, que reproduz o testemunho de um pai de família que vive em um prédio nos fundos do primeiro imóvel que desabou. Ao diário, ele conta que acordou subitamente com o barulho que acreditou ser de bombas, imaginando que a França estivesse sendo atacada pela Rússia, devido ao apoio militar do país à Ucrânia. Sua primeira reação foi deixar rapidamente seu apartamento com a esposa e as duas filhas e buscar refúgio na casa de vizinhos.

Le Parisien destaca que o primeiro imóvel desabou após uma violenta explosão à 0h46 pelo horário local (19h46 de sábado no horário de Brasília), no 5° distrito de Marselha. Até o momento, as causas do acidente não foram determinadas, embora os investigadores privilegiem a hipótese de um vazamento de gás. Durante o dia, um segundo prédio veio abaixo e outro edifício vizinho foi gravemente danificado.

Embora a população tenha rapidamente feito o paralelo com um imóvel em condições insalubres que desabou em 2018 em Marselha matando 8 pessoas, o prefeito da cidade, Benoît Payan, rejeita a comparação. Moradores do bairro confirmaram à reportagem do jornal que as residências do bairro palco da tragédia são edifícios bem cuidados, que não tinham nenhum indício de desmoronamento.

Moradores chocados

“Temor e interrogações” é o título de uma matéria do jornal Le Figaro, que retrata o choque dos moradores do bairro. O diário destaca que os bombeiros chegaram rapidamente ao local e puderam resgatar imediatamente cinco feridos, que foram levados ao hospital.

No imóvel vizinho que desabou durante a manhã de domingo, os moradores foram salvos a tempo, muitos deles se refugiaram no teto do local. “Por precaução, 32 imóveis do setor foram esvaziados, e seus 199 residentes retirados”, afirma Le Figaro salientando que 50 pessoas fizeram pedido de um alojamento de emergência, sem ter onde se abrigar.


O jornal Le Monde destaca que dois mortos foram retirados dos escombros 24 horas após o primeiro desabamento. Seis pessoas continuam desaparecidas, reitera a matéria, lembrando que equipes continuam as buscas na manhã desta segunda-feira. O prefeito Benoît Payan garante que “enquanto houver esperança, as operações não serão interrompidas”.

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