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Direção da OMS lamenta decisão dos EUA de se retirar da organização

A medida foi anunciada pelo presidente Donald Trump menos de 24 horas após iniciar o novo mandato

Direção da OMS lamenta decisão dos EUA de se retirar da organização
Direção da OMS lamenta decisão dos EUA de se retirar da organização
Fachada da sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra (Suíça) – Foto: Fabrice Coffrini / AFP
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) “lamenta” a decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos da OMS, disse um porta-voz da agência da ONU nesta terça-feira 21.

“Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem” sua posição, disse Tarik Jasarevic em Genebra, a cidade suíça onde a organização está sediada.

No primeiro dia de seu segundo mandato como presidente, Trump ordenou na segunda-feira que as agências federais pausassem “futuras transferências de fundos, apoio ou recursos do governo dos EUA para a OMS”.

O líder republicano já havia ameaçado, em seu primeiro mandato, retirar os EUA da OMS, acusando a agência da ONU de ser influenciada pela China nos estágios iniciais da pandemia de Covid-19.

Os Estados Unidos são os maiores doadores da OMS e fornecem recursos vitais que sustentam muitas de suas operações.

Jarasevic observou que “a OMS desempenha um papel crucial na proteção da saúde e da segurança da população mundial, incluindo os americanos”.

“Esperamos ter um diálogo construtivo para manter a parceria EUA-OMS em benefício da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo”, acrescentou.

A União Europeia também expressou “preocupação” com a decisão de Trump e alertou que “se quisermos ser resilientes às ameaças globais à saúde, precisamos ter uma cooperação global nessa área”.

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